- Toledo aprovou uma nova ordenança turística para regular o fluxo de visitantes em áreas históricas.
- A medida busca equilibrar a atividade turística com a qualidade de vida dos moradores, em resposta à crescente turistificação e gentrificação.
- A legislação estabelece limites para o tamanho dos grupos de turistas e proíbe o uso de megafonia após as 23h.
- Os grupos devem circular em fila nas ruas estreitas, facilitando a passagem de residentes e evitando obstruções.
- A nova norma prevê sanções de até 3.000 euros para quem desrespeitar as regras, visando um turismo mais sustentável.
Toledo aprovou uma nova ordenança turística para regular o fluxo de visitantes em áreas históricas, buscando equilibrar a atividade turística com a qualidade de vida dos moradores. A medida surge em resposta à crescente turistificação e gentrificação que afetam a cidade, especialmente nos fins de semana.
A nova legislação, que já passou pelo primeiro trâmite, estabelece limites para o tamanho dos grupos de turistas e proíbe o uso de megafonia após as 23h. Os grupos deverão circular em fila nas ruas estreitas, facilitando a passagem de residentes e evitando obstruções nas entradas de casas e comércios. A moradora Mari Carmen Zamorano, que vive no Casco Histórico, expressou alívio com a nova norma, embora a considere um passo inicial. Ela relatou que frequentemente enfrenta dificuldades para acessar sua residência devido à quantidade de turistas.
Além disso, a ordenança também visa coibir práticas de turismo massivo, que, segundo comerciantes locais, não contribuem significativamente para a economia da cidade. Mamen Navarro, proprietária de uma loja de roupas, destacou que muitos turistas não consomem nos estabelecimentos locais, ocupando espaço sem deixar retorno financeiro. A regulamentação também afeta os guias de turismo, especialmente os que operam com o modelo de “free tour”, que agora enfrentam restrições quanto ao uso de elementos identificativos.
A nova legislação prevê sanções de até 3.000 euros para quem desrespeitar as regras. A medida é parte de um esforço mais amplo para tornar o turismo em Toledo mais sustentável e menos invasivo para os residentes, refletindo uma tendência observada em outras cidades que enfrentam desafios semelhantes.
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