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XPIE11 mantém desempenho sólido e apresenta resultados positivos, afirma XP Asset

XP Infra II mantém distribuições robustas mesmo com curtailment em ativos solares e eólicos, prevendo melhorias com nova regulação

Foto: Reprodução
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  • O XP Infra II (XPIE11), fundo de infraestrutura da XP Asset Management, enfrentou curtailment em ativos solares e eólicos no segundo trimestre de 2025.
  • Apesar dos desafios, o fundo manteve distribuições robustas e uma perspectiva otimista, com expectativa de mudanças regulatórias que podem melhorar os retornos.
  • Os ativos Apodi e Vila Acre I e II foram os mais afetados pelos cortes na produção de energia, mas a geração de caixa continua consistente.
  • Desde sua criação em 2019, o fundo já distribuiu R$ 61,41 por cota e possui 11.120 investidores.
  • A expectativa de novas regulamentações pode permitir a devolução de parte das perdas financeiras, melhorando os resultados futuros.

O XP Infra II (XPIE11), fundo de infraestrutura da XP Asset Management, encerrou o segundo trimestre de 2025 enfrentando desafios devido ao curtailment em ativos solares e eólicos. Apesar disso, a gestora destacou a resiliência da carteira, com distribuições robustas e uma perspectiva otimista para os próximos meses.

Os cortes na produção de energia, resultantes de restrições na rede de transmissão, afetaram principalmente os ativos Apodi e Vila Acre I e II. No entanto, Túlio Machado, head de infraestrutura da XP Asset, e Eduardo Borges, do time de infraestrutura, afirmaram que a geração de caixa permanece consistente, permitindo distribuições relevantes aos cotistas. Desde sua criação em 2019, o fundo já distribuiu R$ 61,41 por cota e conta com 11.120 investidores.

Desempenho e Expectativas

No primeiro semestre de 2025, o valor patrimonial da cota foi de R$ 82,86, enquanto a soma da cota de mercado e distribuições alcançou R$ 133,44. O fundo possui uma diversificação significativa entre segmentos de infraestrutura, com flexibilidade para investir em equity e crédito. A maior parte do portfólio está em equity, com forte exposição ao setor de transmissão, considerado mais resiliente.

A usina solar Apodi, localizada no Ceará, enfrenta cortes recorrentes, mas ainda apresenta vantagens, como preços atrativos corrigidos pelo IPCA. Além disso, um recálculo positivo de penalidades pode gerar um estorno de R$ 20 milhões ao longo do ano. Nos parques eólicos Vila Acre I e II, adquiridos em 2023, os ativos também estão expostos ao curtailment, mas já distribuíram mais de R$ 70 milhões ao fundo, representando quase um terço do valor investido.

Mudanças Regulatórias

A expectativa de mudanças regulatórias, especialmente a Medida Provisória 1.300, pode beneficiar o setor elétrico, ampliando a lista de cortes reembolsáveis e reduzindo o impacto financeiro sobre os geradores. Atualmente, o curtailment é projetado como uma perda líquida de 12% da receita, mas a nova regulação pode permitir a devolução de parte desse valor, melhorando os retornos.

Outro destaque do trimestre foi a distribuição de R$ 43 milhões via a holding Alameda Acre, após negociações com o Banco do Nordeste, reforçando a solidez de caixa dos projetos. Os ativos de transmissão, como Arteon e Parnaíba, mantêm margens acima de 80% e alta disponibilidade operacional, evidenciando a maturidade e a estabilidade do portfólio. A gestão do XP Infra II continua otimista, com retorno próximo a IPCA + 13% e um spread de mais de 500 pontos acima da NTN-B, sinalizando um potencial de distribuição consistente.

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