- O governo brasileiro irá comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes, que foram afetados por tarifas impostas pelos Estados Unidos.
- O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, fez o anúncio em entrevista à Voz do Brasil no dia 20 de agosto.
- Os produtos serão destinados a programas de merenda escolar, alimentação das Forças Armadas, hospitais e iniciativas de combate à insegurança alimentar.
- O governo busca abrir novos mercados internacionais para redirecionar a produção, com foco em produtos como castanha e café para a Europa.
- As compras seguirão os preços do mercado interno, visando a sustentabilidade econômica dos produtores afetados.
O governo brasileiro anunciou que irá adquirir produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes, que foram impactados pelas tarifas impostas por Donald Trump. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, fez o anúncio em entrevista à Voz do Brasil, na quarta-feira, 20.
Os produtos, que seriam exportados para os Estados Unidos, agora serão destinados a programas de merenda escolar, alimentação das Forças Armadas, hospitais e iniciativas de combate à insegurança alimentar. Teixeira destacou que essa medida visa proteger os empreendedores e toda a cadeia produtiva, garantindo que os preços pagos serão equivalentes aos do mercado interno.
Novos Mercados
Além da compra de produtos, o governo está buscando abrir novos mercados internacionais para redirecionar a produção. Teixeira mencionou que setores específicos já estão se adaptando para exportar produtos como castanha e café para a Europa, ressaltando que o café brasileiro é insubstituível no mercado global.
No caso das carnes, o ministro afirmou que elas podem ser estocadas e congeladas para posterior venda. No entanto, produtos mais perecíveis, como mel, açaí, uva e peixes, serão priorizados nos programas de compras públicas, dada a sua natureza.
Preços e Sustentabilidade
Teixeira enfatizou que as compras do governo não seguirão os preços de exportação em dólar, mas sim os valores praticados no mercado interno. Essa estratégia visa não apenas a absorção dos produtos, mas também a manutenção da sustentabilidade econômica dos produtores afetados pelas tarifas.
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