- O Brasil enfrenta um cenário econômico difícil, com altas taxas de juros e preocupações fiscais que afetam o crescimento, especialmente de pequenas e médias empresas.
- O economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, afirmou que o aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos impactará o PIB brasileiro em apenas 0,1% em 2025 e 0,2% em 2026.
- Ele destacou que a taxa de juros elevada, atualmente em 10%, é o principal problema da economia.
- Projeções indicam crescimento de 1,9% em 2025 e 1,5% em 2026, apesar das dificuldades.
- Setores como exportadores de frutas e frigoríficos sentirão os efeitos das tarifas, e empresas alavancadas podem enfrentar dificuldades financeiras.
O Brasil enfrenta um cenário econômico desafiador, marcado por altas taxas de juros e preocupações fiscais que afetam o crescimento, especialmente de pequenas e médias empresas. O economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, comentou sobre o impacto das tarifas de importação dos Estados Unidos, que devem afetar o PIB brasileiro em apenas 0,1% em 2025 e 0,2% em 2026.
Mansueto destacou que, apesar do aumento das tarifas, o principal problema da economia brasileira é a taxa de juros elevada, que atualmente está em 10%. Ele observou que, em qualquer outro país, uma taxa real tão alta resultaria em recessão, mas acredita que o Brasil ainda conseguirá crescer, embora de forma desigual. As projeções indicam um crescimento de 1,9% em 2025 e 1,5% em 2026.
Setores Afetados
O economista alertou que alguns setores, como exportadores de frutas e frigoríficos, sentirão os efeitos das tarifas, especialmente aqueles que não possuem unidades de produção fora do Brasil. Ele também mencionou que as empresas mais alavancadas enfrentarão dificuldades, aumentando a probabilidade de recuperações judiciais. As pequenas e médias empresas, em particular, terão mais dificuldades devido ao custo elevado de financiamento e à dificuldade de captação no mercado.
Mansueto enfatizou que, embora o cenário seja complicado, o Brasil ainda apresenta potencial de crescimento, mas esse crescimento será desigual. A percepção de risco fiscal é mais intensa atualmente do que no final do governo Dilma, o que pode agravar a situação para as empresas mais vulneráveis.
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