Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Tarifas de Trump dificultam parceria entre Brasil e EUA na mineração de terras raras

Brasil reafirma soberania sobre terras raras e busca parcerias com a Índia, desafiando a pressão dos EUA por acesso a esses recursos estratégicos

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: EVARISTO SA/AFP e Kevin Dietsch/Getty/VEJA)
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitou a pressão dos Estados Unidos por acesso às reservas de terras raras do Brasil.
  • Essas reservas representam entre 19% e 23% do total global, sendo as segundas maiores do mundo, atrás apenas da China.
  • A deterioração das relações entre Brasil e EUA, agravada por tarifas impostas durante a administração de Donald Trump, dificultou as negociações.
  • O Brasil busca parcerias com a Índia e está desenvolvendo uma cadeia de suprimentos doméstica, enquanto a única mina em operação, a Serra Verde, ainda depende da China para processamento.
  • O governo brasileiro investe em mapeamento de jazidas e promove parcerias público-privadas para melhorar a capacidade de processamento dos minerais.

O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitou a pressão dos Estados Unidos por acesso às vastas reservas de terras raras do Brasil. Essas reservas, que representam entre 19% e 23% do total global, são consideradas as segundas maiores do mundo, atrás apenas da China. A deterioração das relações entre os dois países, acentuada por tarifas impostas durante a administração de Donald Trump, complicou as negociações sobre a exploração desses recursos.

Recentemente, uma reportagem do The New York Times destacou que, apesar do interesse dos EUA em investir na extração de terras raras, as tarifas de Trump e as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes dificultaram o avanço das tratativas. O ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, foi inelegível por oito anos, o que também impactou as relações bilaterais. Lula, por sua vez, enfatizou que “ninguém põe a mão” nas terras raras, reafirmando a soberania brasileira sobre esses recursos.

Novas Parcerias

Diante desse cenário, o Brasil busca alternativas, como parcerias com a Índia, membro do Brics, e está desenvolvendo uma cadeia de suprimentos doméstica. Atualmente, a única mina em operação, a Serra Verde, produz quantidades limitadas de minerais, que ainda precisam ser enviados para a China para processamento. O governo brasileiro está investindo em mapeamento de jazidas com o apoio de uma empresa espanhola e promovendo parcerias público-privadas para aprimorar a capacidade de processamento.

O interesse dos EUA em garantir acesso a esses minerais estratégicos é crescente, mas a pressão sobre o Brasil gerou desconfiança. O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, Raul Jungmann, afirmou que a insistência dos EUA deixou claro o interesse americano, mas a resposta do governo Lula foi de resistência a qualquer forma de interferência externa. O futuro da exploração de terras raras no Brasil agora depende da capacidade do país de estabelecer parcerias eficazes e desenvolver sua infraestrutura de mineração e processamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais