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Vinhos e destilados europeus enfrentam perdas de US$ 1,1 bi nos EUA

Indústria de bebidas europeia teme perdas de US$ 1,1 bilhão após fracasso nas negociações para isenção de tarifas com os EUA

Setor foi excluído de negociação para reduzir as tarifas sobre produtos exportados para o mercado americano (Foto: Nathan Laine/Bloomberg)
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  • As negociações entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos para isentar vinhos e bebidas alcoólicas europeus de tarifas de 15% não avançaram.
  • A falta de acordo resultou em queda nas ações de empresas do setor e pode gerar perdas de US$ 1,1 bilhão para a indústria.
  • O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, afirmou que a UE continuará buscando tarifas mais baixas e que novas negociações são possíveis.
  • O setor vitivinícola europeu, especialmente na França, expressou decepção e pediu apoio imediato da UE para isentar vinhos e destilados.
  • Em 2024, a UE exportou 8 bilhões de euros em bebidas alcoólicas, com os EUA representando cerca de 50% desse total.

As negociações entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos para isentar vinhos e bebidas alcoólicas europeus de tarifas de 15% não avançaram, resultando em uma queda significativa nas ações de empresas do setor. A imposição das tarifas, que afeta principalmente a França, pode gerar perdas de US$ 1,1 bilhão para a indústria.

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, afirmou que a UE continuará a pressionar por tarifas mais baixas. Apesar da falta de acordo, ele destacou que as portas para futuras negociações permanecem abertas. O setor vitivinícola europeu, especialmente o francês, expressou sua decepção com a situação, considerando-a uma grande dificuldade para os exportadores.

Em 2024, a UE exportou 8 bilhões de euros em bebidas alcoólicas, com os EUA sendo o principal mercado, representando cerca de 50% desse total. O ministro francês do Comércio, Laurent Saint-Martin, reiterou a importância do setor, afirmando que a defesa dos exportadores é uma prioridade. Ele também mencionou que as negociações para possíveis isenções ainda estão em aberto.

A Federação Francesa de Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas (FEVS) pediu apoio imediato da UE e a inclusão de vinhos e destilados na lista de produtos isentos. A situação é preocupante, pois a imposição das tarifas pode levar a um aumento nos preços e à perda de participação de mercado.

Além disso, a indústria americana de vinhos também pode ser afetada, já que cada dólar gerado com a exportação de vinhos europeus representa cinco dólares de atividade nos EUA. As negociações comerciais entre a UE e os EUA devem continuar, com a expectativa de que novos produtos possam ser considerados para isenção de tarifas no futuro.

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