- O Banco de Brasília (BRB) anunciou a redução do valor da aquisição do Banco Master para R$ 24 bilhões.
- A operação exclui R$ 51,2 bilhões em ativos e passivos e visa formar um conglomerado prudencial com cerca de R$ 100 bilhões em ativos.
- A permanência de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, gerou preocupações, mas o BRB afirmou que ele não terá influência na gestão do novo grupo.
- A aquisição envolve a compra de 58,04% do capital social do Banco Master, com pagamento de 75% do patrimônio líquido ajustado.
- O BRB prevê lucros de R$ 1,5 bilhão até 2029, mas a operação ainda depende de aprovações regulatórias.
O Banco de Brasília (BRB) anunciou nesta sexta-feira a redução do valor da aquisição do Banco Master para R$ 24 bilhões. A operação, que exclui R$ 51,2 bilhões em ativos e passivos, visa a formação de um conglomerado prudencial com cerca de R$ 100 bilhões em ativos. A decisão foi comunicada em um fato relevante.
A permanência de Daniel Vorcaro, atual controlador do Banco Master, gerou preocupações no mercado financeiro. O BRB assegurou que os atuais proprietários não terão influência na gestão do novo grupo. A aquisição envolve a compra de 58,04% do capital social do Banco Master, incluindo 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais. O pagamento será de 75% do patrimônio líquido ajustado.
Após auditorias, o BRB decidiu excluir ativos problemáticos, como R$ 9,43 bilhões em precatórios e R$ 19,48 bilhões em ações de empresas em dificuldades. Do lado do passivo, foram retirados R$ 33 bilhões em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), que apresentavam custos elevados de captação. A operação ainda depende da aprovação do Banco Central e da finalização da reorganização societária do Banco Master.
Expectativas de Lucro
O plano de negócios do BRB prevê que a aquisição poderá gerar um lucro de R$ 1,5 bilhão até 2029. As projeções indicam lucros líquidos de R$ 1,254 bilhão em 2023, R$ 1,251 bilhão em 2026 e um aumento progressivo até R$ 2,704 bilhões em 2029. A Câmara Legislativa do Distrito Federal já aprovou a aquisição, um passo necessário para a conclusão do negócio.
A operação é cercada de polêmicas, especialmente devido à estratégia do Banco Master de captar recursos com CDBs que ofereciam retornos acima da média do mercado. A preocupação se intensifica, pois os ativos que garantem esses compromissos são, em parte, ilíquidos. Se o Banco Master enfrentar dificuldades financeiras, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) poderá ser acionado para ressarcir investidores.
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