- André Castro, candidato à presidência do Corinthians, anunciou um investimento de até US$ 1 bilhão da GSP Banco de Fomento Mercantil Ltda para o clube.
- A GSP é registrada como empresa de factoring e não como banco ou instituição financeira, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade do aporte.
- A empresa, fundada em 2010 e localizada em Goiânia, atua na compra de créditos de outras empresas, oferecendo pagamento à vista com desconto.
- A proposta de investimento está condicionada à eleição de André Castro e inclui a modernização da Arena Corinthians e outras iniciativas.
- A eleição indireta para a presidência do Corinthians ocorrerá na próxima segunda-feira, com Castro concorrendo a outros candidatos.
André Castro, candidato à presidência do Corinthians, anunciou a GSP Banco de Fomento Mercantil Ltda como investidora de US$ 1 bilhão para o clube. O aporte financeiro gerou grande expectativa, mas surgiram dúvidas sobre a natureza da empresa, que não é registrada como banco ou instituição financeira, mas sim como uma empresa de *factoring*.
A GSP, fundada em 2010 e localizada em Goiânia (GO), tem como atividade principal a compra de créditos de outras empresas, oferecendo pagamento à vista com desconto. Especialistas destacam que a operação de factoring é completamente diferente da de um banco, tanto legal quanto operacionalmente. Enquanto bancos lidam com o dinheiro de correntistas, as factorings utilizam capital próprio e não são reguladas pelo Banco Central.
Em coletiva, André Castro apresentou uma carta do CEO da GSP, Carlos César Arruda, que propõe um “aporte financeiro de até US$ 1 bilhão” para reestruturar o Corinthians. O investimento incluiria a modernização da Arena Corinthians e iniciativas em diversas áreas do clube, mas está condicionado à sua eleição. A assessoria de Castro afirmou que a GSP é um “banco de fomento de negócios financeiros”, embora não tenha apresentado o registro no Banco Central solicitado.
A GSP se manifestou, afirmando que atua sob normas do Bacen e oferece serviços de custódia e administração de fundos. Contudo, o foco da empresa é na gestão de ativos, o que a diferencia da atividade bancária. A proposta de investimento levanta questões sobre a viabilidade e a natureza do contrato, que pode ser mais um patrocínio do que um investimento direto.
Com a eleição indireta marcada para a próxima segunda-feira, o futuro do Corinthians pode depender da aprovação de André Castro, que concorre com outros candidatos, incluindo Roque Citadini e Osmar Stabile, o atual presidente interino.
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