- A China Concord Resources Corp (CCRC) iniciou o desenvolvimento de dois campos de petróleo na Venezuela com um investimento superior a US$ 1 bilhão.
- O objetivo é aumentar a produção para 60 mil barris por dia até o final de 2026.
- A CCRC formalizou um contrato de partilha de produção com o governo venezuelano, válido por 20 anos, sob a Lei Antibloqueio.
- Atualmente, a produção nos campos Lago Cinco e Lagunillas Lago é de aproximadamente 12 mil barris por dia, com planos para desenvolver até 500 poços.
- O petróleo extraído será uma mistura de leve e pesado, com o leve destinado à estatal PDVSA e o pesado exportado para a China.
A China Concord Resources Corp (CCRC) deu início ao desenvolvimento de dois campos de petróleo na Venezuela, com um investimento superior a US$ 1 bilhão. O projeto visa aumentar a produção para 60 mil barris por dia até o final de 2026. A informação foi confirmada por um executivo da empresa à agência de notícias Reuters.
A iniciativa representa um investimento significativo de uma empresa privada chinesa em um país que enfrenta dificuldades para atrair capital estrangeiro devido a sanções internacionais. A Venezuela é um parceiro estratégico para a China, que atualmente adquire mais de 90% do petróleo exportado pela nação sul-americana. Antes das sanções energéticas dos Estados Unidos, a China National Petroleum Corporation (CNPC) era um dos maiores investidores no setor petrolífero venezuelano.
Em 2024, a CCRC começou a negociar sua participação nos campos de Lago Cinco e Lagunillas Lago, localizados na região do Lago Maracaibo, a segunda maior área produtora de petróleo do país. Em maio de 2024, a empresa formalizou um contrato de partilha de produção com o governo venezuelano, válido por 20 anos, sob a Lei Antibloqueio, que permite a operação de campos de petróleo em troca de uma parte da produção.
Atualmente, a produção nos dois campos está em torno de 12 mil barris por dia, mas a CCRC planeja desenvolver até 500 poços para aumentar a produção. O petróleo extraído será uma mistura de petróleo leve e pesado, com o leve destinado à estatal PDVSA e o pesado exportado para a China. O executivo da CCRC destacou que as sanções dos Estados Unidos criaram uma oportunidade para pequenas empresas, como a Concord, já que grandes investidores hesitam em operar no país.
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