- Os preços do chocolate no Reino Unido continuam altos, com uma pesquisa de 2024 mostrando um aumento médio de 11%.
- O aumento é resultado de preços recordes do cacau, que subiram devido a condições climáticas adversas e surtos de pragas na África Ocidental.
- Nos Estados Unidos, produtos como os Hershey’s Kisses tiveram um aumento de 12% em um ano.
- A expectativa é de leve melhora até a Páscoa de 2024, com a oferta aumentando devido a novas plantações no Brasil e no Equador.
- Apesar disso, a analista Tracey Allen, da J.P. Morgan, alerta que os preços elevados devem persistir por um período prolongado.
Os preços do chocolate devem continuar elevados no Reino Unido, com uma pesquisa de 2024 indicando que os produtos de chocolate enfrentaram a maior inflação nas prateleiras, com um aumento médio de 11%. Esse cenário é resultado de uma combinação de fatores, incluindo o aumento dos preços do cacau, que atingiram recordes devido a condições climáticas adversas e surtos de pragas na África Ocidental, responsável por cerca de 75% da produção global.
O impacto da inflação no setor de chocolate é visível também nos Estados Unidos, onde produtos populares, como os Hershey’s Kisses, tiveram um aumento de 12% em um ano. Adalbert Lechner, da Lindt & Sprüngli, afirmou que os preços do cacau não devem retornar aos níveis anteriores, que eram de 2.374 dólares por tonelada há três anos. Atualmente, os futuros do cacau estão em torno de 7.855 dólares por tonelada, embora a expectativa seja de que permaneçam elevados, em torno de 6.000 dólares.
Expectativas para o Futuro
Apesar da alta atual, há uma expectativa de leve melhora até a Páscoa de 2024. A demanda industrial está diminuindo, enquanto a oferta está melhorando, com novas plantações no Brasil e no Equador atingindo a maturidade. No entanto, a analista Tracey Allen, da J.P. Morgan, alerta que os chocolatiers ainda lidam com os preços elevados do quarto trimestre de 2023, o que significa que os consumidores não devem ver uma queda significativa nos preços em breve.
Além disso, fatores como o aumento do salário mínimo no Reino Unido e tarifas nos Estados Unidos podem pressionar ainda mais os preços. Hamad Hussain, economista da Capital Economics, destaca que a produtividade em países como Costa do Marfim e Gana continua a ser um desafio, o que mantém a oferta de cacau restrita. Assim, a expectativa é que os consumidores enfrentem preços altos por um período prolongado.
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