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Dólar perde força, mas mantém prestígio, afirma análise do JP Morgan

Dólar enfrenta sua maior queda em cinco décadas, enquanto investidores reavaliam ativos e o crescimento dos EUA é revisado em baixa

Dólar perdeu força, mas segue como moeda atraente para o mercado (Foto: Freepik)
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  • No primeiro semestre de 2025, o dólar americano caiu 10,7% no índice DXY, seu pior desempenho em mais de 50 anos.
  • A desvalorização foi influenciada por incertezas políticas e revisões de crescimento econômico.
  • A possível demissão do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e discussões sobre tarifas de importação aumentaram a pressão sobre a moeda.
  • As estimativas de crescimento dos Estados Unidos para 2025 foram reduzidas de 2,3% para 1,4%.
  • Os fluxos para ações americanas diminuíram, com apenas US$ 5,7 bilhões em investimentos líquidos entre janeiro e julho de 2025.

No primeiro semestre de 2025, o dólar americano registrou uma queda de 10,7% no índice DXY, seu pior desempenho em mais de 50 anos. A desvalorização foi impulsionada por incertezas políticas, revisões de crescimento econômico e uma realocação de capital global.

Fatores como a possível demissão do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e discussões sobre tarifas de importação contribuíram para a pressão sobre a moeda. Um relatório do JP Morgan, assinado pela analista Mary Park Durham, destaca que, apesar do enfraquecimento, o status do dólar como moeda de reserva global permanece intacto devido à sua confiabilidade e à ausência de alternativas viáveis.

As estimativas de crescimento dos Estados Unidos para 2025 foram revisadas de 2,3% para 1,4%, o que também impactou negativamente o valor do dólar. Além disso, os fluxos para ações americanas caíram significativamente, com os ETFs que investem em ações dos EUA apresentando fluxos líquidos de apenas US$ 5,7 bilhões entre janeiro e julho de 2025, comparados a US$ 10,2 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Impactos no Mercado

A mudança na alocação de ativos, com investidores europeus priorizando investimentos locais, pode continuar a pressionar o dólar. O JP Morgan observa que, embora a participação do dólar nas reservas cambiais mundiais, atualmente em 58%, possa diminuir gradualmente, a moeda ainda é a mais utilizada em transações globais.

A questão fiscal nos Estados Unidos também gera cautela entre investidores, que reavaliam seus ativos denominados em dólares. A possibilidade de uma desvalorização prolongada, similar ao período de 2002 a 2008, é considerada, especialmente diante do alto valor inicial da moeda.

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