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Ibovespa avança 1,7% com sinalização de corte de juros por Powell nos EUA

Expectativa de cortes de juros nos EUA aquece mercados globais e eleva o Ibovespa a 136.840 pontos, impulsionando o otimismo econômico

Investidores estimam que há chance de 89,2% de um corte nas taxas na próxima reunião entre 16 e 17 de setembro (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
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  • O Ibovespa (IBOV) subiu 1,73% nesta sexta-feira, 22, alcançando 136.840 pontos.
  • O otimismo nos mercados globais foi impulsionado pela expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos.
  • O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, aumentou a probabilidade de um corte de juros na próxima reunião de 75% para 89,2%.
  • O Dow Jones subiu 1,49%, o S&P 500 teve alta de 1,35% e a Nasdaq avançou 1,63%.
  • O dólar caiu 0,82%, cotado a R$ 5,43, enquanto Powell alertou sobre riscos inflacionários relacionados a tarifas impostas anteriormente.

O Ibovespa (IBOV) registrou um desempenho positivo nesta sexta-feira, 22, subindo 1,73% e alcançando 136.840 pontos. O otimismo nos mercados globais foi impulsionado pela expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos, após o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no simpósio anual em Jackson Hole, Wyoming.

Powell adotou uma postura cautelosa em relação a possíveis cortes nas taxas de juros, elevando a probabilidade de um ajuste na próxima reunião, prevista para 16 e 17 de setembro, de 75% para 89,2%. Ele destacou que a estabilidade no mercado de trabalho permite uma avaliação cuidadosa das políticas monetárias, afirmando que a situação atual justifica uma revisão na abordagem do Fed.

O impacto do discurso de Powell foi sentido em diversas bolsas de valores. O Dow Jones subiu 1,49%, o S&P 500 teve alta de 1,35% e a Nasdaq avançou 1,63%. O dólar também apresentou queda, recuando 0,82% em relação ao real, cotado a R$ 5,43.

No entanto, Powell alertou sobre os riscos inflacionários associados às tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. Ele mencionou que, embora os efeitos das tarifas sejam visíveis, a pressão sobre os preços pode gerar uma dinâmica inflacionária mais duradoura, exigindo uma gestão cuidadosa por parte do Fed. A tensão entre os objetivos de controle da inflação e a manutenção do emprego foi um ponto central em sua fala.

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