- Kenneth Rogoff, economista de Harvard, previu em 2018 que o bitcoin valeria apenas US$ 100 em 2028, associando-o a atividades ilegais e à regulação.
- Recentemente, Rogoff admitiu que suas previsões estavam erradas, citando fatores inesperados.
- Ele destacou a resistência à regulação nos Estados Unidos, que não previa, e questionou a facilitação da sonegação fiscal.
- Rogoff também mencionou a demanda na economia subterrânea como um fator que sustenta o preço do bitcoin.
- Apesar de suas críticas, ele indicou que uma possível crise de dívida nos EUA poderia beneficiar os criptoativos a longo prazo.
Kenneth Rogoff, economista de Harvard, fez previsões polêmicas sobre o bitcoin em 2018, afirmando que a criptomoeda poderia valer apenas US$ 100 em 2028. Ele associou o ativo a atividades ilegais e previu uma queda acentuada de seu valor devido à regulação. No entanto, recentemente, Rogoff reconheceu que suas previsões estavam erradas.
Em uma publicação nas redes sociais, Rogoff refletiu sobre sua análise inicial. Ele havia previsto que a regulação nos Estados Unidos levaria a uma desvalorização do bitcoin, afirmando que seu uso para lavagem de dinheiro e evasão fiscal era um dos principais fatores que sustentavam seu valor. “Eu achava que ele valeria uma pequena fração do que vale agora”, disse o economista.
Fatores da Mudança
Rogoff identificou três fatores que o levaram a reconsiderar sua posição. O primeiro é a resistência à regulação nos EUA, que ele não esperava. Ele questionou por que os formuladores de políticas facilitariam a sonegação fiscal. O segundo fator é a demanda na economia subterrânea, que ele não previa, e que impõe um piso ao preço do bitcoin. Por fim, ele mencionou a capacidade dos reguladores de reter grandes quantidades de criptomoedas sem consequências, o que também influenciou suas previsões.
Apesar de sua crítica contínua ao bitcoin, Rogoff indicou que uma possível crise de dívida nos EUA nos próximos anos poderia beneficiar os criptoativos a longo prazo. Ele destacou que, mesmo que a regulação não aborde adequadamente os usos ilegais, a demanda por criptomoedas permanece forte.
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