- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil “não pode servir de quintal de ninguém” em resposta ao tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- Haddad destacou a importância de manter a soberania nacional e buscar parcerias diversificadas, sem se subordinar a potências.
- O vice-presidente, Geraldo Alckmin, considerou o tarifaço injustificado, já que os EUA têm superávit na balança comercial com o Brasil.
- Haddad também mencionou a dependência tecnológica do Brasil, com 60% dos dados digitais processados fora do país, e defendeu investimentos em infraestrutura e tecnologia.
- O ministro projetou um crescimento moderado do PIB de cerca de 3% ao ano, desde que haja investimentos em áreas como educação e agricultura.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil “não pode servir de quintal de ninguém”, em resposta ao tarifaço de 50% imposto pelo governo Trump sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita em um evento em Brasília, onde Haddad enfatizou a necessidade de manter a soberania nacional e buscar parcerias diversificadas, sem se subordinar a potências.
Haddad criticou a postura do governo dos EUA, que considera política e não comercial, e destacou que o Brasil deve continuar dialogando com os Estados Unidos, mas sem aceitar condições desfavoráveis. “Jamais passou pela nossa cabeça abrir mão da parceria com os EUA. Mas não nas condições que estão sendo colocadas”, afirmou o ministro.
Parcerias Estratégicas
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também se manifestou sobre o tarifaço, considerando-o injustificado, já que os EUA têm superávit na balança comercial com o Brasil. Ele ressaltou que a média tarifária dos produtos americanos exportados para o Brasil é de apenas 2,7%. Alckmin reafirmou que o Brasil não desistirá de negociar a redução dessas tarifas.
Haddad ainda abordou a questão da dependência tecnológica, revelando que 60% dos dados digitais brasileiros são processados fora do país. Para mitigar esse risco, ele defendeu investimentos em infraestrutura, especialmente na indústria de data centers e inteligência artificial, com o objetivo de tornar o Brasil um polo nesse setor.
Crescimento Econômico
O ministro projetou um crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 3% ao ano, desde que haja investimentos contínuos em áreas como educação e agricultura. Ele reconheceu que a desaceleração do PIB em 2025 será intencional para controlar a inflação, mas expressou otimismo sobre a capacidade do governo de entregar resultados significativos à sociedade.
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