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Trump atrasa transição energética com cenário global fragmentado, afirma CEO da Shell

Shell apresenta novo cenário energético "Surge" e destaca potencial do Brasil na transição para energias renováveis até 2050

Cristiano Pinto da Costa, CEO da Shell Brasil, que apresenta cenários de segurança e transição energética nesta semana (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
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  • A Shell divulgará seu estudo anual de cenários energéticos nesta segunda-feira, dia 25.
  • O novo cenário, chamado “Surge”, analisa o impacto da inteligência artificial na demanda por energia.
  • Cristiano Pinto da Costa, CEO da Shell Brasil, destaca um foco específico no Brasil, ressaltando seu potencial na transição energética.
  • O estudo apresenta três cenários: “Horizontes”, que prevê emissões líquidas zero até 2050; “Arquipélagos”, que mostra um cenário de nacionalismo; e “Surge”, que considera o aumento da demanda por digitalização.
  • O Brasil já possui uma matriz energética limpa e é líder na produção de etanol, com potencial para triplicar a demanda até 2050.

A Shell divulgará nesta segunda-feira (25) seu estudo anual de cenários energéticos, que inclui um novo cenário chamado “Surge”, focado no impacto da inteligência artificial na demanda por energia. Cristiano Pinto da Costa, CEO da Shell Brasil, destaca que este ano também traz um recorte específico para o Brasil, evidenciando seu potencial na transição energética.

O estudo apresenta três cenários: Horizontes, que projeta um mundo com emissões líquidas zero até 2050; Arquipélagos, que retrata um cenário de nacionalismo e pouca cooperação global; e Surge, que considera o aumento da demanda energética devido à digitalização e à inteligência artificial. Costa observa que, no cenário Arquipélagos, os países priorizam seus interesses em detrimento da colaboração global, o que pode atrasar a transição para uma economia de baixo carbono.

Desde 2024, a Shell tem se preparado para incluir um foco no Brasil, contribuindo para o debate da COP30. O estudo revela que o Brasil já possui uma matriz energética limpa e um grande potencial em energias renováveis, como eólica e solar. Além disso, o país é um líder na produção de etanol, que pode triplicar sua demanda até 2050.

A Shell, que investiu US$ 45 bilhões em soluções de baixo carbono na última década, decidiu desacelerar novos projetos de energia solar devido à saturação do mercado. A empresa continuará a focar no etanol como principal veículo de transição energética. Costa afirma que o Brasil, com sua infraestrutura e competitividade, pode ser um grande fornecedor de energia, contribuindo significativamente para a redução das emissões globais.

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