- O Banco do Brasil formalizou uma denúncia à Advocacia-Geral da União (AGU) contra postagens de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo Eduardo Bolsonaro.
- As publicações, que começaram a circular em dezenove de setembro, incitam a retirada de recursos do banco, o que poderia causar uma corrida bancária e prejudicar a economia.
- Eduardo Bolsonaro afirmou em um vídeo que o banco será excluído das relações internacionais, o que, segundo ele, levaria à falência da instituição.
- O Banco do Brasil considera as postagens falsas e maliciosas, configurando crimes contra o Estado Democrático de Direito.
- Ministros do governo atribuem a campanha de desinformação a bolsonaristas, destacando que isso pode afetar a confiança do público na instituição e a estabilidade do sistema financeiro.
BRASÍLIA – O Banco do Brasil formalizou uma denúncia à Advocacia-Geral da União (AGU) contra postagens de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo seu filho Eduardo Bolsonaro. As publicações, que começaram a circular em 19 de setembro, incitam a retirada de recursos do banco, alegando que isso poderia resultar em uma corrida bancária e prejudicar a economia.
Entre as postagens, destaca-se um vídeo de Eduardo Bolsonaro, onde ele afirma que o banco será excluído das relações internacionais, o que, segundo ele, levaria à falência da instituição. A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, expressou preocupação com essa situação em um evento, sem citar nomes. Além de Eduardo, o deputado Gustavo Gayer e o advogado Jeffrey Chiquini também foram mencionados nas denúncias.
Ataques nas Redes Sociais
O Banco do Brasil alega que as postagens são falsas e maliciosas, configurando crimes contra o Estado Democrático de Direito e a soberania nacional. Em resposta, Chiquini defendeu sua posição, afirmando que suas declarações sobre a retirada de investimentos estavam relacionadas à insegurança jurídica, e não configuravam ilícitos. Ele também mencionou que a embaixada americana se manifestou sobre a postura do banco em relação à Lei Magnitsky.
A comunicação do Banco do Brasil à AGU destaca que as informações distorcidas podem gerar pânico entre os clientes e impactar negativamente a economia. O banco relatou que, devido a essa campanha, muitos clientes começaram a buscar esclarecimentos sobre possíveis sanções.
Repercussões e Medidas
Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) atribuíram a campanha de desinformação a bolsonaristas, ressaltando que isso representa um ataque coordenado ao Banco do Brasil. A situação é preocupante, pois pode afetar a confiança do público na instituição e a estabilidade do sistema financeiro nacional.
O Banco do Brasil já havia enfrentado desafios anteriormente, incluindo a recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre ordens judiciais de governos estrangeiros. A instituição está tomando medidas legais para proteger sua reputação e garantir a segurança de seus clientes.
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