- O governo brasileiro anunciou a compra direta de alimentos, como açaí e castanha, para escolas públicas, sem licitação.
- A medida visa apoiar produtores afetados por tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos.
- Os produtores devem comprovar perdas com uma Declaração de Perda (DP) para participar das compras.
- Também foi lançado um pacote de crédito emergencial de até R$ 40 bilhões, sendo R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações e R$ 10 bilhões do BNDES.
- O governo busca fortalecer a economia local e garantir a segurança alimentar em meio a dificuldades nas negociações comerciais com os Estados Unidos.
O governo brasileiro anunciou a compra direta de alimentos que sofreram perdas de mercado devido às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump. A medida, parte do Plano Brasil Soberano, foi divulgada na última sexta-feira, 22 de setembro, e inclui produtos como açaí, castanha de caju, água de coco, mel, manga, pescados e uva. Esses itens serão destinados a escolas públicas e à formação de estoques.
Os produtores afetados deverão comprovar os prejuízos por meio de uma Declaração de Perda (DP), permitindo que participem das compras públicas. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que a iniciativa visa garantir a renda dos setores prejudicados, minimizando os impactos do tarifaço. A lista de produtos poderá ser ampliada conforme a necessidade identificada pelos ministérios.
Pacote de Crédito Emergencial
Além das compras diretas, o governo lançou um pacote de crédito emergencial de até R$ 40 bilhões. Desse total, R$ 30 bilhões virão do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões do BNDES. Os recursos serão destinados a capital de giro e investimentos na aquisição de máquinas. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, pediu agilidade ao Congresso para a votação de 18 propostas que visam apoiar o comércio exterior.
A aprovação dessas medidas é considerada essencial para dar suporte aos exportadores prejudicados pelas tarifas. O governo busca fortalecer a economia local e garantir a segurança alimentar, em um momento de estagnação nas negociações comerciais com os Estados Unidos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teve uma conversa cancelada com o secretário do Tesouro dos EUA, evidenciando as dificuldades nas tratativas.
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