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Níquel brasileiro se torna alvo de disputa global milionária entre potências

Venda da planta de níquel pela Anglo American à MMG gera temor sobre controle chinês e segurança de suprimentos na Europa

Complexo da mineradora Anglo American em Barro Alto (GO), para beneficiamento e refino de níquel (Foto: Pedro Ladeira 21.ago.2025/Folhapress)
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  • A Anglo American vendeu sua planta de níquel em Barro Alto, Goiás, para a MMG, subsidiária da estatal chinesa China Minmetals, por US$ 500 milhões.
  • A transação inclui uma unidade em Niquelândia e projetos no Pará e Mato Grosso.
  • A venda gera preocupações sobre concentração de mercado e segurança de suprimentos na Europa.
  • A Corex Holding, concorrente holandesa, contestou a venda, alegando que a MMG controlará 60% da oferta global de níquel.
  • A Anglo American afirmou que a venda faz parte de uma estratégia de simplificação de seu portfólio, enquanto a MMG garantiu que atenderá a todos os requisitos regulatórios brasileiros.

Na cidade de Barro Alto, em Goiás, a Anglo American anunciou a venda de sua planta de níquel para a MMG, uma subsidiária da estatal chinesa China Minmetals, por US$ 500 milhões. A transação, que inclui também uma unidade em Niquelândia e projetos no Pará e Mato Grosso, levanta preocupações sobre a concentração de mercado e a segurança de suprimentos na Europa.

Desde 2004, a Anglo American opera em Barro Alto, onde a mineração de níquel é crucial para a economia local. A venda marca a entrada da MMG no mercado brasileiro, ampliando a influência da China sobre um mineral vital para a transição energética global. A operação pode ser investigada pela Comissão Europeia, enquanto o Cade foi acionado no Brasil para avaliar possíveis impactos concorrenciais.

A Corex Holding, uma concorrente holandesa, contestou a venda, alegando que a aquisição pela MMG aumenta a concentração de mercado sob controle chinês, colocando 60% da oferta global de níquel nas mãos de empresas ligadas a Pequim. O bilionário turco Robert Yüksel Yıldırım, controlador da Corex, afirmou que sua oferta de US$ 900 milhões foi ignorada sem explicações.

A Anglo American defendeu a venda como parte de uma estratégia de simplificação de seu portfólio, focando em cobre e minério de ferro. A MMG, por sua vez, garantiu que não há financiamento estatal chinês na transação e que atenderá a todos os requisitos regulatórios brasileiros.

A expectativa em Barro Alto é alta. O vice-presidente da Aciaba, Iran Fernandes, comentou que a Anglo ajudou a cidade a crescer, mas que a MMG pode trazer novas oportunidades. A disputa pelo controle do níquel no Brasil reflete uma batalha geopolítica mais ampla, com implicações significativas para o setor mineral e a economia global.

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