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BofA rebaixa American Eagle devido a custos de tarifas e impacto de Sydney Sweeney

A American Eagle enfrenta rebaixamento de ações e previsão de dificuldades financeiras, após alta temporária impulsionada por campanha publicitária.

Foto: Reprodução
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  • A American Eagle enfrentou uma queda de 23% nas ações ao longo do ano.
  • Uma campanha publicitária com a atriz Sydney Sweeney resultou em um aumento temporário nas ações, que subiram de US$ 10,20 para entre US$ 12,28 e US$ 13,00.
  • A capitalização de mercado cresceu de US$ 3,33 bilhões para US$ 3,73 bilhões, um aumento de 12%.
  • Analistas do Bank of America rebaixaram as ações da empresa, prevendo que o impulso da campanha não será sustentável, com o analista Christopher Nardone ajustando a classificação de “neutro” para “desempenho abaixo da média”.
  • Nardone também revisou as estimativas de lucro por ação (EPS) para 2025 e 2026, reduzindo-as em 8% e 30%, respectivamente.

A American Eagle, marca de vestuário, enfrenta um cenário desafiador após uma queda de 23% nas ações ao longo do ano. Embora uma campanha publicitária com a atriz Sydney Sweeney tenha gerado um aumento temporário nas ações, a situação financeira da empresa continua preocupante. As ações subiram de US$ 10,20 para valores entre US$ 12,28 e US$ 13,00, elevando a capitalização de mercado de US$ 3,33 bilhões para US$ 3,73 bilhões, um crescimento de 12%.

Entretanto, analistas do Bank of America rebaixaram as ações da American Eagle, prevendo que o impulso da campanha não será sustentável. O analista Christopher Nardone ajustou a classificação de “neutro” para “desempenho abaixo da média” e reduziu o preço-alvo de US$ 11 para US$ 10 por ação, indicando um potencial de queda de mais de 21% em relação ao fechamento da última sexta-feira.

Desafios e Expectativas

Nardone destacou que a American Eagle e sua marca irmã, Aerie, enfrentam dificuldades para lidar com tarifas elevadas e carecem de poder de precificação. Ele revisou as estimativas de lucro por ação (EPS) para 2025 e 2026, reduzindo-as em 8% e 30%, respectivamente. A análise sugere que a recuperação nas vendas será lenta e que a empresa pode ter dificuldades em manter o impulso gerado pela campanha publicitária.

Além disso, a atual situação econômica apresenta desafios adicionais para a recuperação das marcas. Nardone observou que a capacidade da American Eagle de expandir suas linhas de produtos fora do denim é incerta, enquanto a Aerie enfrenta pressões no segmento de moda íntima e moda praia. A redução de promoções pode impactar o tráfego nas lojas, levando a uma possível revisão dos planos de abertura de novas lojas no próximo ano.

Após o rebaixamento, as ações da American Eagle caíram mais de 3% no pré-mercado, refletindo a incerteza do mercado em relação ao futuro da empresa.

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