- As empresas de apostas esportivas e jogos online no Brasil faturaram R$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2023, segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
- O número de apostadores ativos chegou a 17,7 milhões, com predominância masculina (71,1%) e cerca de 50% na faixa etária de até 30 anos.
- O secretário Regis Dudena informou que a média de gasto por apostador é de aproximadamente R$ 983 por semestre, ou R$ 164 por mês.
- O governo intensificou ações contra sites ilegais, encerrando 255 contas e removendo 15.463 páginas de plataformas não autorizadas.
- A regulamentação do setor visa proteger apostadores vulneráveis e promover um ambiente de apostas mais seguro.
As empresas de apostas esportivas e jogos online no Brasil faturaram R$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2023, conforme dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Este levantamento inédito revela que 17,7 milhões de brasileiros participam do mercado regulado, com a maioria sendo homens (71,1%) e cerca de 50% na faixa etária de até 30 anos.
O secretário Regis Dudena destacou que a média de gasto por apostador ativo é de aproximadamente R$ 983 por semestre, ou R$ 164 por mês. Ele enfatizou que a regulação do setor é uma resposta ao crescimento descontrolado de apostas entre 2019 e 2022, afirmando que o governo agora “tomou o controle de volta deste setor”. A arrecadação federal com tributos sobre apostas alcançou R$ 3,8 bilhões, com R$ 2,14 bilhões destinados a ações sociais.
Combate a Sites Ilegais
O governo intensificou ações contra sites ilegais, resultando no encerramento de 255 contas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas em atividades irregulares. A Anatel removeu 15.463 páginas de plataformas não autorizadas, enquanto a SPA instaurou 66 processos de fiscalização contra 93 marcas, aplicando 35 sanções.
Dudena também mencionou a importância de um sistema de monitoramento que permite identificar e fiscalizar as casas de apostas. Ele afirmou que as empresas devem oferecer ferramentas para que os apostadores possam se autolimitar e até se excluir temporariamente, visando prevenir problemas relacionados ao vício em jogos.
Perfil dos Apostadores
Os dados revelam que 71% dos apostadores são homens, enquanto 28,9% são mulheres. A faixa etária predominante é de 31 a 40 anos, representando 27,8% do público. O governo está desenvolvendo políticas para proteger apostadores vulneráveis, especialmente aqueles que recebem benefícios sociais, como o Bolsa Família.
A regulamentação do setor é vista como uma oportunidade para combater o mercado ilegal e promover um ambiente de apostas mais seguro e controlado. O secretário enfatizou que a responsabilidade pelo jogo responsável deve recair principalmente sobre as casas de apostas, que devem monitorar e proteger seus usuários.
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