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EUA pedem a Trump para bloquear venda de planta de níquel brasileira para a China

A AISI alerta que a venda de plantas de níquel ao controle chinês pode aumentar a dependência dos EUA em minerais críticos e afetar a concorrência global

Instalações da mineradora Anglo American nas imediações da cidade de Barro Alto, no estado de Goiás (Foto: Reprodução)
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  • O Instituto Americano de Ferro e Aço (AISI) pediu ao governo dos Estados Unidos que intervenha na venda de plantas de níquel no Brasil para a MMG, subsidiária da China Minmetals Corporation.
  • A AISI expressou preocupações sobre a concentração de mercado e a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos, afirmando que a transação pode dar à China controle significativo sobre as reservas de níquel brasileiras.
  • A venda, avaliada em US$ 500 milhões, inclui operações em Goiás e projetos em Mato Grosso e Pará.
  • O pedido foi protocolado em 18 de agosto, no contexto de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais do Brasil.
  • O governo brasileiro, representado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discute uma política nacional para atrair investimentos em minerais críticos, especialmente com a COP-30 se aproximando.

O Instituto Americano de Ferro e Aço (AISI) solicitou ao governo dos EUA que intervenha na venda de plantas de níquel no Brasil para a MMG, uma subsidiária da estatal chinesa China Minmetals Corporation. A AISI expressou preocupações sobre a concentração de mercado e a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos, alertando que a transação pode dar à China controle significativo sobre as reservas de níquel brasileiras.

A venda, avaliada em US$ 500 milhões, inclui operações em Goiás e projetos em Mato Grosso e Pará. O AISI argumenta que, se concretizada, a aquisição permitirá à China exercer influência sobre uma parte substancial das reservas de níquel do Brasil, intensificando as vulnerabilidades na cadeia de suprimentos desse mineral crítico. O níquel é essencial para a produção de baterias de veículos elétricos e outros setores estratégicos.

O pedido da AISI foi protocolado em 18 de agosto, no contexto de uma investigação comercial do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre práticas comerciais do Brasil. A associação enfatizou que a concentração de reservas de níquel no Brasil e na Indonésia, que juntas representam quase 50% do total mundial, pode fortalecer ainda mais o controle chinês sobre o mercado.

Reações e Implicações

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou que a intervenção dos EUA está ligada ao interesse estratégico em minerais críticos. Ele destacou a necessidade de um marco regulatório que valorize esses recursos e promova o desenvolvimento sustentável. O governo brasileiro está discutindo uma política nacional para atrair investimentos nesse setor, especialmente com a COP-30 se aproximando.

A transação da MMG ainda está sob análise de órgãos reguladores, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que recebeu denúncias sobre possíveis impactos na concorrência. A produção de níquel no Brasil foi de 72,4 mil toneladas em 2023, com a Anglo American respondendo por 54,4% desse total. A AISI vê a aquisição como um esforço da China para aumentar seu controle sobre o fornecimento global de níquel, em um momento em que os EUA enfrentam práticas distorcivas de mercado.

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