- O governo brasileiro anunciou a compra de produtos agropecuários a preços fixos, como resposta às tarifas dos Estados Unidos.
- A medida, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, não inclui carne bovina e café.
- A Portaria Interministerial nº 12 permite a compra de itens como açaí, água de coco e castanha de caju, que serão destinados a escolas públicas e estoques de segurança alimentar.
- Uma missão ao México, nos dias 27 e 28 de agosto, busca diversificar mercados e aumentar acordos comerciais.
- O México é o quarto maior destino da carne bovina brasileira, com exportações de US$ 363 milhões entre janeiro e julho de 2024, um aumento de 250% em relação ao ano anterior.
O governo brasileiro anunciou a compra de produtos agropecuários a preços fixos, em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou que a medida não se aplica à carne bovina e ao café, que permanecem fora da lista inicial de produtos. A decisão visa garantir uma remuneração adequada aos produtores, sem equiparação aos preços de exportação, que são fixados em dólar.
Teixeira afirmou que o governo seguirá adquirindo produtos conforme os programas nacionais existentes, que são considerados justos. A Portaria Interministerial nº 12 autoriza a compra de itens como açaí, água de coco, castanha de caju, mel e pescados, que serão utilizados para abastecer escolas públicas e formar estoques de segurança alimentar. Para participar, as empresas devem apresentar uma Declaração de Perda, comprovando a interrupção das exportações para os EUA.
Diversificação de Mercados
Em paralelo, o governo busca diversificar os mercados para reduzir a dependência do comércio com os EUA. Uma missão ao México, programada para os dias 27 e 28 de agosto, contará com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. O México se tornou o quarto maior destino da carne bovina brasileira, com exportações de US$ 363 milhões entre janeiro e julho de 2024, um aumento de 250% em relação ao ano anterior.
Teixeira ressaltou que a visita ao México atende a um pedido da presidente do país, que deseja ampliar as relações comerciais com o Brasil. O café brasileiro também deve ser um foco nas negociações, especialmente em um momento em que há uma demanda crescente no mercado internacional. O ministro acredita que, eventualmente, os EUA poderão fazer exceções para a carne e o café, que não são perecíveis e ainda têm forte demanda global.
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