- O comércio eletrônico chinês, com plataformas como Temu, Shein e AliExpress, cresce rapidamente na América Latina, gerando preocupações sobre concorrência desleal.
- Em resposta, governos de países como México e Chile implementam novas taxas de importação para proteger a indústria local.
- No México, a taxa sobre pequenos pacotes da China aumentou de 19% para 33,5%. O vice-ministro da Economia, Vidal Llerenas, afirmou que a medida combate a revenda ilegal.
- O Chile começará a cobrar 19% de imposto sobre encomendas abaixo de US$ 41 a partir de outubro. O Equador e o Uruguai também introduziram novas tarifas.
- A popularidade das compras online impacta o comércio físico, com comerciantes relatando queda nas vendas. A Temu busca mitigar os efeitos das regulamentações ao abrir espaço para vendedores locais.
O comércio eletrônico chinês, com plataformas como Temu, Shein e AliExpress, está em rápida ascensão na América Latina, gerando preocupações sobre a concorrência desleal com o varejo local. Em resposta, governos de países como México e Chile estão implementando novas taxas de importação para proteger suas indústrias e aumentar a arrecadação.
No México, a taxa de importação sobre pequenos pacotes da China foi elevada de 19% para 33,5%. O vice-ministro da Economia, Vidal Llerenas, destacou que a medida visa combater a revenda ilegal e apoiar a produção local. O Chile, por sua vez, começará a cobrar 19% de imposto sobre encomendas abaixo de US$ 41 a partir de outubro. O Equador introduziu uma tarifa fixa de US$ 20 para pacotes, enquanto o Uruguai propôs a aplicação de IVA sobre compras internacionais.
Impacto nas Vendas Locais
A popularidade das compras online tem afetado diretamente o comércio físico. No Uruguai, comerciantes relatam uma queda nas vendas desde a ascensão do Temu, que oferece produtos a preços significativamente mais baixos. Em San Ramón, por exemplo, consumidores têm migrado rapidamente para as compras online, atraídos pela variedade e velocidade de entrega.
Entidades empresariais no Chile pedem maior fiscalização para evitar sonegação e contrabando, enquanto associações de consumidores criticam as novas tarifas. A Temu, em resposta, abriu espaço para vendedores locais no México e mantém centros de distribuição em países como Colômbia e Chile, buscando mitigar os impactos das novas regulamentações.
Reação das Plataformas
O Mercado Livre, a maior empresa de e-commerce da América Latina, também está sob pressão. Avaliada em US$ 121 bilhões, a empresa busca reforçar sua posição com maior controle sobre a conformidade dos produtos. A Temu, por sua vez, afirma que seus preços competitivos são resultado de economias de escala e uma cadeia de suprimentos simplificada.
A crescente competitividade do comércio eletrônico chinês continua a desafiar as indústrias locais, enquanto os governos tentam equilibrar a balança com novas regulamentações. A situação reflete um cenário complexo, onde consumidores buscam preços baixos, enquanto o varejo local luta para se manter relevante.
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