- O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou deflação de 0,14% em agosto de 2023, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 26 de agosto.
- Este é o primeiro resultado negativo em dois anos, revertendo a alta de 0,33% observada em julho.
- A inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,95%, abaixo dos 5,30% do mês anterior.
- A queda nos preços foi impulsionada pela redução de 4,93% na conta de luz e pela deflação de 0,53% nos alimentos e bebidas.
- Apesar da deflação, o núcleo da inflação permanece em 0,3%, o que pode impactar a política monetária, com a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para 16 e 17 de setembro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma deflação de 0,14% em agosto de 2023, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (26). Este é o primeiro resultado negativo em dois anos, revertendo a alta de 0,33% observada em julho. A inflação acumulada em 12 meses agora é de 4,95%, uma queda em relação aos 5,30% do mês anterior.
A coleta de preços para o IPCA-15 ocorreu entre 16 de julho e 14 de agosto, abrangendo produtos e serviços consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos. As regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, além de Brasília e Goiânia, foram incluídas na pesquisa.
Fatores de Influência
A queda nos preços foi impulsionada principalmente pela redução de 4,93% na conta de luz, que afetou o grupo Habitação, que caiu 1,13%. Essa diminuição se deve ao Bônus de Itaipu, que compensou a bandeira tarifária vermelha. Além disso, os preços de alimentos e bebidas caíram 0,53%, com destaque para a deflação de itens como a manga (-20,99%) e a batata-inglesa (-18,77%).
Outros grupos que contribuíram para a deflação foram Transportes (-0,47%) e Comunicação (-0,17%). No setor de transportes, as passagens aéreas tiveram uma redução de 2,59%, enquanto os combustíveis registraram uma deflação de 1,18%.
Expectativas do Mercado
Apesar da deflação, o núcleo da inflação permanece em 0,3%, o que é considerado inconsistente com a meta de 3%. O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, observou que a inflação de serviços teve um aumento de 0,5%, o que pode impactar a política monetária. A próxima reunião do Copom, responsável pela definição da taxa de juros, está agendada para os dias 16 e 17 de setembro.
A pesquisa Focus indica que a expectativa é que a inflação termine o ano em 4,86%, com a Selic mantida em 15%. O cenário econômico ainda é influenciado por incertezas, como tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que podem afetar a inflação local.
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