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Mais da metade dos latinos nos EUA acredita que o sonho americano está em crise

Ceticismo sobre o sonho americano cresce entre latinos; 48,3% acreditam que ele está desaparecendo, o nível mais baixo desde 2018

Um homem trabalha em um campo agrícola, na Califórnia, em 11 de julho de 2025. (Foto: Damian Dovarganes/AP)
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  • A fé no sonho americano entre latinos nos Estados Unidos caiu para 48,3% em 2025, o nível mais baixo desde 2018.
  • Dados do Estudo sobre a opinião de hispanos, realizado pela Nielsen, mostram um aumento no ceticismo em relação ao ideal.
  • O custo de vida elevado, a estagnação dos salários e a insegurança financeira são fatores que contribuem para essa desilusão.
  • A percepção de que o sonho americano não existe mais aumentou de 10,5% em 2023 para 21,9% em 2025.
  • Jovens de 18 a 24 anos ainda mantêm alguma esperança, com 11,1% acreditando que o sonho está “vivo”, enquanto apenas 6,7% dos latinos entre 45 e 54 anos compartilham dessa visão.

O sonho americano, um ideal de prosperidade e mobilidade social, enfrenta uma crise de otimismo entre os latinos nos Estados Unidos. Dados do Estudo sobre a opinião de hispanos de 2025, realizado pela Nielsen, revelam que 48,3% dos entrevistados acreditam que esse sonho está desaparecendo, o nível mais baixo desde 2018.

A pesquisa, realizada entre março e abril, mostra um aumento significativo no ceticismo em relação ao sonho americano. Em 2023, 34,9% dos latinos já expressavam essa preocupação, enquanto em 2018, esse número era de apenas 30,5%. O aumento do custo de vida, o estancamento dos salários e a insegurança financeira são fatores que contribuem para essa desilusão.

A percepção de que o sonho americano já não existe mais também cresceu, passando de 10,5% em 2023 para 21,9% em 2025. O otimismo geral entre os latinos caiu drasticamente; em 2018, 22,4% acreditavam que o sonho estava “vivo e gozando de boa saúde”, mas esse número despencou para 10,6% em 2025.

Entre os jovens de 18 a 24 anos, ainda existe uma esperança maior, com 11,1% acreditando que o sonho está “vivo e coleando”. Em contrapartida, apenas 6,7% dos latinos entre 45 e 54 anos compartilham dessa visão. Essa diferença etária sugere que, apesar do pessimismo crescente, a nova geração ainda mantém alguma esperança.

Diferenças Linguísticas e Educacionais

Os dados também revelam que a língua falada influencia a percepção do sonho americano. Hispanohablantes demonstram um apego maior ao ideal, com 48,3% acreditando que ele “ainda está vivo, mas não é o que era”. Em comparação, apenas 40,3% dos angloparlantes compartilham essa visão.

A educação também desempenha um papel importante. Entre os latinos com ensino superior, 35,4% afirmam que o sonho americano já não existe. Por outro lado, apenas 16,6% dos que têm apenas o ensino médio compartilham essa opinião. Essa tendência mostra que, embora o otimismo tenha diminuído, muitos ainda acreditam que o sonho pode ser alcançado de alguma forma.

Desde o início do estudo em 2018, a fé no sonho americano tem mostrado uma tendência de queda. Apenas 9,1% dos latinos acreditavam que o sonho não existia em 2018, número que subiu para 10,5% em 2023 e mais que dobrou em 2025. A pesquisa evidencia um cenário de crescente desilusão entre os latinos nos Estados Unidos, refletindo desafios econômicos e sociais que afetam a comunidade.

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