- O acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) será assinado no Brasil em 16 de setembro de 2023.
- A informação foi confirmada pela secretária de Comércio do Ministério do Comércio, Indústria e Pesca da Noruega, Ragnhild Sjoner Syrstad.
- O acordo, negociado desde 2015, prevê a eliminação de tarifas de importação para quase 99% dos produtos brasileiros.
- O governo brasileiro estima um impacto positivo de R$ 2,69 bilhões no PIB e um aumento de R$ 660 milhões em investimentos até 2044.
- Após a assinatura, o acordo precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países da EFTA até 2026.
Oslo, Noruega – O acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), que inclui Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, será assinado no Brasil no dia 16 de setembro de 2023. A informação foi confirmada por Ragnhild Sjoner Syrstad, secretária de Comércio do Ministério do Comércio, Indústria e Pesca da Noruega. Ela destacou que o acordo é uma vitória para o comércio global, especialmente em tempos de incerteza econômica.
Após 14 rodadas de negociações iniciadas em 2015 e formalizadas em 2017, o acordo prevê a eliminação de tarifas de importação para quase 99% dos produtos brasileiros, abrangendo setores agrícolas e industriais. Em 2024, o Brasil exportou US$ 3,1 bilhões e importou US$ 4,1 bilhões em bens da EFTA. O governo brasileiro estima um impacto positivo de R$ 2,69 bilhões no PIB e um aumento de R$ 660 milhões em investimentos até 2044.
Ratificação e Expectativas
Após a assinatura, o acordo precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países da EFTA até 2026. A expectativa é que a aprovação ocorra até o primeiro semestre desse ano. A EFTA eliminará 100% das tarifas de importação nos setores industrial e pesqueiro assim que o acordo entrar em vigor.
Kjetil Elsebutangen, futuro embaixador da Noruega no Brasil, ressaltou que o Brasil é um parceiro estratégico na América Latina, com cerca de 300 empresas norueguesas operando no país. O acordo abrange temas como comércio de bens e serviços, investimentos e proteção da propriedade intelectual, além de questões de desenvolvimento sustentável.
Oportunidades Comerciais
A criação dessa relação de livre comércio beneficiará quase 300 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a US$ 4,3 trilhões. O acordo abre novas oportunidades para ambos os lados, promovendo um comércio baseado em regras e fortalecendo as relações comerciais entre as partes envolvidas.
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