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Exportações de máquinas para os EUA podem zerar em setembro com tarifa alta

Setor de máquinas enfrenta perdas de US$ 300 milhões mensais com tarifas dos EUA e espera ampliação do Reintegra para todos os exportadores

Estudo aponta dados de exportação de máquinas e equipamentos (Foto: Canva)
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  • O governo Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre máquinas e equipamentos, afetando as exportações brasileiras, que correspondem a 26% do total.
  • A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) prevê uma queda de 30% nas vendas para os Estados Unidos a partir de setembro, resultando em perdas mensais de US$ 300 milhões.
  • A diretora de Competitividade da Abimaq, Cristina Zanella, alertou que as exportações para o mercado americano podem “tender a zero” devido à perda de competitividade.
  • O governo brasileiro anunciou um aumento na alíquota do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra) em três pontos percentuais até dezembro de 2026, mas a Abimaq pede que a medida beneficie todos os exportadores.
  • Entre janeiro e julho, as vendas para os Estados Unidos caíram 10,6%, com uma retração de 21% na demanda por máquinas para construção civil.

O governo Trump implementou uma sobretaxa de 50% sobre máquinas e equipamentos, afetando diretamente as exportações brasileiras, que representam 26% do total. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) prevê uma queda de 30% nas vendas para os Estados Unidos a partir de setembro, resultando em perdas mensais de US$ 300 milhões.

A diretora de Competitividade da Abimaq, Cristina Zanella, destacou que as exportações para o mercado americano podem “tender a zero” devido à perda de competitividade. Em agosto, espera-se um aumento nas vendas em relação a julho, impulsionado pela antecipação de pedidos. Contudo, a partir de setembro, a queda de US$ 300 milhões por mês deve se manter até o final do ano.

Expectativas do Setor

A Abimaq mantém uma expectativa de crescimento de 5% para 2023, mas projeta uma queda de 15% nas exportações, principalmente em função da retração no mercado dos EUA. Entre janeiro e julho, as vendas para os americanos caíram 10,6%, com destaque para a demanda por máquinas para construção civil, que recuou 21%.

Zanella também mencionou que, apesar das medidas do Departamento de Comércio dos EUA, que incluem a Seção 232 do Ato de Expansão Comercial, o Brasil continua com baixa competitividade em relação a outros países, como Canadá e México, que não enfrentam tarifas.

Medidas de Apoio

O governo brasileiro anunciou o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra), que visa mitigar os impactos das tarifas. A alíquota de devolução será aumentada em 3 pontos percentuais até dezembro de 2026, beneficiando empresas de diferentes portes. No entanto, Zanella ressalta que a proposta deve ser ampliada para todos os exportadores, não apenas para aqueles que atuam no mercado americano.

Até julho, o setor de máquinas e equipamentos registrou um aumento de 1% no número de empregos em relação a junho. Apesar das dificuldades, as empresas ainda não realizaram cortes significativos, pois a mão de obra é altamente qualificada e as demissões são vistas como uma última alternativa.

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