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Juro do consignado para o setor privado atinge 3,75% ao mês em julho

Governo pode limitar juros do crédito consignado; trabalhadores têm até 35% do salário comprometido para pagamentos.

Trabalhadores já contrataram quase R$ 16 bilhões por meio da linha do consignado CLT (Foto: Pegatroco/Divulgação)
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  • A taxa média de juros do crédito consignado ao setor privado, com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), foi de 3,75% ao mês em julho, uma leve queda em relação a junho, quando estava em 3,79% ao mês.
  • As taxas para aposentados e servidores públicos são significativamente mais baixas, registrando 1,82% e 1,85%, respectivamente.
  • O governo planeja regulamentar as garantias e pode estabelecer um teto para os juros, caso identifique abusos no sistema financeiro.
  • Desde março, trabalhadores formais podem acessar empréstimos diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, sem necessidade de acordo com empregadores.
  • A migração de mais de quatro milhões de contratos antigos para o novo sistema começou em 21 de agosto e deve ser concluída até novembro, permitindo portabilidade para instituições com melhores condições.

A taxa média de juros do crédito consignado ao setor privado, com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), foi de 3,75% ao mês em julho, conforme dados do Banco Central (BC) divulgados nesta quarta-feira (27). Essa taxa representa uma leve queda em relação a junho, quando os juros estavam em 3,79% ao mês. Apesar da redução, o valor ainda é significativamente superior ao crédito consignado para aposentados e servidores públicos, que registraram taxas de 1,82% e 1,85%, respectivamente.

Regulamentação e Teto de Juros

O governo está considerando a regulamentação das garantias e a possibilidade de estabelecer um teto para os juros no futuro. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, mencionou que, se houver indícios de abusos por parte do sistema financeiro, o governo poderá intervir. Atualmente, as taxas são definidas pelas instituições financeiras, levando em conta o perfil de cada cliente.

A nova modalidade de crédito, lançada em março, permite que trabalhadores formais acessem empréstimos diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, sem a necessidade de acordo prévio com os empregadores. Essa mudança visa facilitar o acesso ao crédito, especialmente para categorias que antes eram excluídas, como trabalhadores rurais e domésticos.

Portabilidade e Migração de Contratos

Desde o dia 21 de agosto, está em andamento a migração de mais de quatro milhões de contratos antigos para o novo sistema. O processo deve ser concluído até novembro, permitindo que os trabalhadores optem pela portabilidade para instituições que ofereçam condições mais vantajosas. A partir de novembro, também começará a vigorar a garantia de até 10% do saldo do FGTS e 40% da multa rescisória para operações de crédito.

Os trabalhadores podem solicitar propostas de crédito e comparar ofertas de mais de 80 instituições financeiras habilitadas. O limite de comprometimento do salário para o pagamento das parcelas é de até 35% do salário bruto, incluindo benefícios e comissões. Com essas mudanças, o governo espera ampliar o acesso ao crédito e melhorar as condições financeiras dos trabalhadores formais.

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