- A Petrobras finalizou a Avaliação Pré-Operacional (APO) em 25 de outubro de 2023, um passo importante para obter a licença de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas.
- O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) havia negado o pedido anteriormente, solicitando mais salvaguardas.
- A APO ocorreu no litoral do Amapá e incluiu simulações de emergência com a participação de 400 profissionais e 13 embarcações.
- Os testes abordaram cenários como derramamentos de óleo e falhas no BOP (conjunto de válvulas de segurança), além da utilização de um ROV (robô submarino) para inspeção.
- Após a conclusão da APO, o Ibama irá elaborar um relatório para decidir sobre a concessão da licença, com expectativa de avanço para a fase de perfuração.
A Petrobras finalizou com sucesso a Avaliação Pré-Operacional (APO) nesta quarta-feira, 25 de outubro de 2023, um passo crucial para obter a licença de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas. O Ibama já havia negado o pedido anteriormente, exigindo mais salvaguardas.
A APO, realizada no litoral do Amapá, envolveu simulações de emergência e testes com 400 profissionais e 13 embarcações. O objetivo foi garantir a eficácia do plano de resposta a possíveis acidentes, incluindo a capacidade de resgatar fauna local. Desde o último domingo, a Petrobras testou equipamentos e simulou cenários como derramamentos de óleo.
Testes e Preparativos
Os testes incluíram simulações de falhas no BOP (conjunto de válvulas de segurança) e o uso de um ROV (robô submarino) para inspeção. A Petrobras também estabeleceu Centros de Atendimento e Reabilitação de Fauna em Oiapoque (AP) e Belém (PA), que funcionam como hospitais para aves, tartarugas e mamíferos marinhos.
A conclusão da APO é um marco importante para a Petrobras, que considera a exploração na Foz do Amazonas uma prioridade estratégica. A região é vista como uma nova fronteira para a exploração petrolífera, essencial para compensar a futura queda na produção do pré-sal.
Próximos Passos
Após a APO, o Ibama irá elaborar um relatório para decidir sobre a concessão da licença. Apesar da resistência enfrentada anteriormente, com pareceres técnicos recomendando a rejeição, o órgão ambiental decidiu dar mais tempo para que a Petrobras respondesse aos questionamentos.
A expectativa é que, assim como ocorreu na Bacia Potiguar, onde a licença foi concedida rapidamente após a simulação, a Petrobras possa avançar para a fase de perfuração, caso o Ibama aprove o relatório.
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