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Redes criminosas usam links secretos para vender tênis falsificados com facilidade

Polícia Nacional desarticula grupo que lucrou mais de dois milhões de euros com venda de tênis falsificados em redes sociais

Dois dos agentes do grupo de propriedade industrial da Polícia Nacional, no dia 14 de maio, nas dependências policiais de Canillas, em Madrid. (Foto: SAMUEL SÁNCHEZ)
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  • A Polícia Nacional desarticulou um grupo criminoso que lucrou mais de dois milhões de euros com a venda de tênis falsificados.
  • O esquema utilizava dropshipping e redes sociais, especialmente TikTok, para promover os produtos.
  • Jovens de 20 anos em Madrid estavam envolvidos na operação, que incluía influenciadores mostrando tênis de marcas conhecidas a preços baixos.
  • O grupo tinha 100.000 seguidores nas redes sociais e criava empresas para justificar a entrada de dinheiro, além de estar envolvido em lavagem de dinheiro.
  • Em 2023, as autoridades apreenderam mais de 3,6 milhões de produtos falsificados, resultando em prejuízos de 5,7 bilhões de euros e a perda de 44.700 empregos na Espanha.

A Polícia Nacional desarticulou um grupo criminoso que faturou mais de dois milhões de euros com a venda de tênis falsificados, utilizando dropshipping e redes sociais para expandir suas operações. O esquema, que envolvia jovens de 20 anos em Madrid, foi identificado após uma série de investigações sobre o aumento do comércio de produtos falsificados, especialmente entre o público jovem.

Os criminosos promoviam produtos falsificados em plataformas como TikTok, onde influenciadores mostravam suas compras de tênis de marcas conhecidas, como Adidas, a preços extremamente baixos. Um vídeo viralizou, onde uma usuária exibia um par de tênis por apenas 20 euros, gerando uma onda de interesse e perguntas nos comentários sobre como adquirir os produtos. Essa prática tem se tornado comum, com muitos jovens se tornando “embaixadores” das falsificações.

Ação Policial e Impacto

O grupo de Propriedade Industrial da Polícia Nacional, que investiga exclusivamente crimes relacionados a produtos fraudulentos, revelou que essas redes criminosas estão cada vez mais integradas ao comércio online. O uso de influenciadores para divulgar produtos falsificados tem sido uma estratégia eficaz para aumentar os lucros. O grupo desarticulado contava com 100.000 seguidores nas redes sociais e utilizava um sistema que permitia a venda sem a necessidade de tocar nos produtos.

As investigações também revelaram que os criminosos criaram uma empresa de camisetas para justificar a entrada de dinheiro, além de estarem envolvidos em atividades de blanqueo de capital. O delito contra a propriedade industrial, embora menos severamente punido que outros crimes, pode resultar em penas de um a quatro anos de prisão, dependendo da gravidade.

Crescimento do Comércio Ilegal

Os produtos esportivos, especialmente tênis e camisetas, têm sido os mais visados por essas organizações. Em 2023, as autoridades apreenderam mais de 3,6 milhões de falsificações, totalizando um valor de 149 milhões de euros. O impacto econômico das falsificações em Espanha é significativo, estimando-se que causem prejuízos de 5,7 bilhões de euros e a perda de 44.700 empregos anualmente.

O diretor da Associação para a Defesa da Marca (ANDEMA), Gerard Guiu, destacou que a colaboração entre os setores público e privado tem sido fundamental na luta contra as falsificações. O perfil dos consumidores de produtos falsificados é predominantemente jovem, com menos de 35 anos, e fortemente influenciado por suas redes sociais. A situação exige uma vigilância constante das marcas e das autoridades para mitigar os danos causados por essa prática ilegal.

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