- A Polícia Nacional desarticulou um grupo criminoso que lucrou mais de dois milhões de euros com a venda de tênis falsificados.
- O esquema utilizava dropshipping e redes sociais, especialmente TikTok, para promover os produtos.
- Jovens de 20 anos em Madrid estavam envolvidos na operação, que incluía influenciadores mostrando tênis de marcas conhecidas a preços baixos.
- O grupo tinha 100.000 seguidores nas redes sociais e criava empresas para justificar a entrada de dinheiro, além de estar envolvido em lavagem de dinheiro.
- Em 2023, as autoridades apreenderam mais de 3,6 milhões de produtos falsificados, resultando em prejuízos de 5,7 bilhões de euros e a perda de 44.700 empregos na Espanha.
A Polícia Nacional desarticulou um grupo criminoso que faturou mais de dois milhões de euros com a venda de tênis falsificados, utilizando dropshipping e redes sociais para expandir suas operações. O esquema, que envolvia jovens de 20 anos em Madrid, foi identificado após uma série de investigações sobre o aumento do comércio de produtos falsificados, especialmente entre o público jovem.
Os criminosos promoviam produtos falsificados em plataformas como TikTok, onde influenciadores mostravam suas compras de tênis de marcas conhecidas, como Adidas, a preços extremamente baixos. Um vídeo viralizou, onde uma usuária exibia um par de tênis por apenas 20 euros, gerando uma onda de interesse e perguntas nos comentários sobre como adquirir os produtos. Essa prática tem se tornado comum, com muitos jovens se tornando “embaixadores” das falsificações.
Ação Policial e Impacto
O grupo de Propriedade Industrial da Polícia Nacional, que investiga exclusivamente crimes relacionados a produtos fraudulentos, revelou que essas redes criminosas estão cada vez mais integradas ao comércio online. O uso de influenciadores para divulgar produtos falsificados tem sido uma estratégia eficaz para aumentar os lucros. O grupo desarticulado contava com 100.000 seguidores nas redes sociais e utilizava um sistema que permitia a venda sem a necessidade de tocar nos produtos.
As investigações também revelaram que os criminosos criaram uma empresa de camisetas para justificar a entrada de dinheiro, além de estarem envolvidos em atividades de blanqueo de capital. O delito contra a propriedade industrial, embora menos severamente punido que outros crimes, pode resultar em penas de um a quatro anos de prisão, dependendo da gravidade.
Crescimento do Comércio Ilegal
Os produtos esportivos, especialmente tênis e camisetas, têm sido os mais visados por essas organizações. Em 2023, as autoridades apreenderam mais de 3,6 milhões de falsificações, totalizando um valor de 149 milhões de euros. O impacto econômico das falsificações em Espanha é significativo, estimando-se que causem prejuízos de 5,7 bilhões de euros e a perda de 44.700 empregos anualmente.
O diretor da Associação para a Defesa da Marca (ANDEMA), Gerard Guiu, destacou que a colaboração entre os setores público e privado tem sido fundamental na luta contra as falsificações. O perfil dos consumidores de produtos falsificados é predominantemente jovem, com menos de 35 anos, e fortemente influenciado por suas redes sociais. A situação exige uma vigilância constante das marcas e das autoridades para mitigar os danos causados por essa prática ilegal.
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