- O mercado de carne bovina nos Estados Unidos enfrenta pressões nas margens dos frigoríficos e uma demanda robusta.
- O Santander projetou margens Ebitda negativas para JBS e Marfrig até 2026, com um déficit estimado de 990 mil toneladas de carne bovina em 2025.
- A recomendação do Santander para as ações da JBS e Marfrig é neutra, com preço-alvo de US$ 17 e R$ 20, respectivamente.
- A retenção de fêmeas permanece baixa, o que pode elevar os preços do gado, e as tarifas sobre importações podem restringir a oferta.
- A produção doméstica deve cair em 1%, e o rebanho precisaria aumentar em 7,9 milhões de cabeças para atender à demanda interna.
O mercado de carne bovina nos Estados Unidos enfrenta um cenário desafiador, com pressões nas margens dos frigoríficos e uma demanda robusta. O Santander projetou margens Ebitda negativas para JBS e Marfrig até 2026, com um déficit estimado de 990 mil toneladas de carne bovina em 2025, mesmo diante de preços elevados.
A instituição financeira manteve a recomendação neutra para as ações da JBS (BDR: JBSS32) e Marfrig (MRFG3), estabelecendo um preço-alvo de US$ 17 e R$ 20, respectivamente. O relatório indica que o ciclo atual da carne bovina pode se prolongar, já que o fundo do ciclo ainda não foi alcançado. As margens da Beef North America da JBS devem ser de -1,8% em 2026, enquanto a National Beef da Marfrig deve registrar 1,5%.
Os dados mostram que a retenção de fêmeas permanece baixa, o que pode elevar os preços do gado. Tarifas sobre importações também podem restringir a oferta de carne nos EUA. Apesar da alta nos preços, a demanda por carne bovina continua forte, beneficiando varejistas e pecuaristas, mas comprimindo as margens dos frigoríficos.
Expectativas de Produção
O abate de novilhas segue elevado em 2025, mas há um leve declínio nos animais destinados a confinamentos. Isso sugere que os pecuaristas estão começando a reter animais para reprodução, mesmo com os preços recordes do gado. A produção doméstica deve cair 1%, e o rebanho precisaria aumentar em 7,9 milhões de cabeças para atender à demanda interna.
As importações de carne bovina representaram cerca de 13% do fornecimento total dos EUA em 2024. O Santander destaca que, apesar da carne bovina se tornar menos acessível em comparação a outras proteínas, a demanda se mantém forte, com um aumento implícito de 3% no consumo em julho em relação ao ano anterior, mesmo com uma alta de 14% nos preços no varejo.
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