- O Índice de Preço do Seguro de Automóvel (IPSA) caiu para 5,1% em julho de 2025, uma redução de 8,9% em relação ao ano anterior.
- O Índice de Preço ao Seguro de Moto (IPSM) atingiu 10,1%, a maior diferença histórica entre os dois índices, com uma variação de 5 pontos percentuais.
- Para motoristas de 18 a 25 anos, o IPSA caiu de 9,3% para 8,6%. Já para a faixa de 26 a 35 anos, a queda foi de 6,9% para 6,5%.
- As regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram os maiores aumentos nos preços dos seguros, com variações de 6,6% e 5,3% para carros, respectivamente.
- Homens pagam mais por seguros do que mulheres, com diferenças significativas em ambas as categorias de veículos.
Os preços dos seguros de carros e motos apresentaram variações significativas em julho de 2025, conforme dados do Índice de Preço do Seguro de Automóvel (IPSA) e do Índice de Preço ao Seguro de Moto (IPSM), ambos da TEx, parte da Serasa Experian. O IPSA caiu para 5,1% do valor do veículo, uma redução de 8,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em contraste, o IPSM atingiu 10,1%, marcando a maior diferença histórica entre os dois índices, que agora é de 5 pontos percentuais.
A análise revela que as taxas de seguro variam consideravelmente entre diferentes faixas etárias. Para os motoristas mais jovens, entre 18 e 25 anos, o IPSA caiu de 9,3% para 8,6%, enquanto para a faixa de 26 a 35 anos, a queda foi de 6,9% para 6,5%. A diferença entre os jovens e os motoristas com 56 anos ou mais é de 4,4 pontos percentuais, com este último grupo apresentando um IPSA de 4,2%. Emir Zanatto, head de seguros da Serasa Consumidor, destaca que a redução nos preços reflete um ajuste de risco, embora o “prêmio etário” para os jovens ainda persista.
Variações Regionais e Demográficas
As regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo continuam a registrar os maiores aumentos nos preços dos seguros. No Rio, o IPSA para carros subiu 6,6%, enquanto para motos o aumento foi de 15,2%. Em São Paulo, os aumentos foram de 5,3% para carros e 13,1% para motos. Além disso, o estudo aponta que homens pagam mais por seguros do que mulheres, com o IPSA masculino em 5,4% para carros e 10,3% para motos, enquanto as mulheres pagam 4,8% e 9,6%, respectivamente.
Em relação ao estado civil, os solteiros são os que mais desembolsam, com homens pagando 6,5% para carros e 11,8% para motos, e mulheres 5,7% e 10,3%. Zanatto explica que esse comportamento se deve a fatores culturais e estatísticos, onde solteiros tendem a se expor mais a riscos, refletindo nos preços dos seguros.
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