- O setor de serviços não financeiros do Brasil empregou 15,2 milhões de pessoas em 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- Este número representa um aumento de 7,1% em relação a 2022 e um crescimento de 18,3% em comparação a 2019.
- As principais atividades que geraram empregos foram serviços de alimentação (11,7%), serviços técnico-profissionais (11,2%) e transporte rodoviário de cargas (8,2%).
- A receita operacional líquida do setor atingiu R$ 3,2 trilhões, com serviços profissionais, administrativos e complementares respondendo por 29,2% desse total.
- O Sudeste concentrou 64,4% da receita bruta, com São Paulo representando 45% da receita nacional. O salário médio no setor foi de 2,3 salários mínimos, com os profissionais de informação e comunicação recebendo os maiores salários, de 4,8 salários mínimos.
O setor de serviços não financeiros do Brasil empregou 15,2 milhões de pessoas em 2023, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o maior número da série histórica da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), iniciada em 2007. Em comparação com 2022, houve um avanço de 7,1% e, em relação a 2019, o nível de ocupação ficou 18,3% acima.
As atividades que mais empregaram foram os serviços de alimentação (11,7%), serviços técnico-profissionais (11,2%) e transporte rodoviário de cargas (8,2%). A receita operacional líquida das empresas de serviços alcançou R$ 3,2 trilhões em 2023, com o segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares representando 29,2% desse total.
Mudanças Estruturais
A pesquisa também revela mudanças significativas na última década. Entre 2014 e 2023, as telecomunicações perderam espaço, enquanto a tecnologia da informação aumentou sua participação. A concentração de mercado atingiu o menor nível da série, com as oito maiores empresas representando apenas 6,6% da receita em 2023, comparado a 9,5% em 2014.
As atividades que mais contribuíram para a criação de vagas foram os serviços técnico-profissionais, com um acréscimo de 612,6 mil pessoas, seguidos por serviços de escritório e apoio administrativo (436,6 mil) e tecnologia da informação (254,6 mil).
Distribuição Regional e Salários
Regionalmente, o Sudeste respondeu por 64,4% da receita bruta de serviços, com São Paulo concentrando 45% da receita nacional. A remuneração total distribuída aos trabalhadores do setor foi de R$ 592,5 bilhões, com um salário médio de 2,3 salários mínimos. Os profissionais de informação e comunicação receberam os maiores salários, com 4,8 salários mínimos.
Embora o salário médio tenha permanecido estável, alguns setores, como transporte dutoviário, apresentaram aumentos. Em contrapartida, telecomunicações e transporte aéreo registraram reduções nos salários médios.
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