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BNDES considera suspender cobrança de empréstimos de exportadores e defende juro baixo

BNDES considera suspender cobrança de empréstimos e propõe juros subsidiados para aliviar empresas afetadas por tarifas dos EUA

Sede do BNDES, no Centro do Rio (Foto: Leo Martins/25-10-2019)
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  • O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou a possibilidade de suspender a cobrança de empréstimos para empresas brasileiras afetadas por tarifas dos Estados Unidos.
  • A medida foi discutida em reunião com prefeitos, incluindo Eduardo Paes, presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
  • O programa Brasil Soberano, que destina R$ 40 bilhões em crédito, visa apoiar exportadores impactados pelo tarifaço do governo Trump.
  • Mercadante também defendeu a adoção de juros subsidiados para financiamentos emergenciais, ressaltando a importância de proteger empregos e receitas municipais.
  • As primeiras aprovações de empréstimos devem ocorrer em 15 de outubro, dependendo da entrega dos dados necessários.

Menos de uma semana após o lançamento do programa Brasil Soberano, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou a possibilidade de suspender a cobrança de empréstimos para empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos EUA. A medida foi discutida em reunião com prefeitos de cidades impactadas, liderados por Eduardo Paes, presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

O programa, que destina R$ 40 bilhões em linhas de crédito, visa apoiar exportadores que enfrentam dificuldades devido ao tarifaço do governo Trump. Mercadante destacou que a suspensão, conhecida como “stand still”, poderia aliviar a pressão sobre empresas que já possuem dívidas com o banco. Ele não especificou prazos ou a abrangência da medida, mas mencionou que a situação é semelhante a ações anteriores adotadas durante a pandemia e em resposta a desastres naturais.

Juros Subsidiados

Durante a reunião, Mercadante também defendeu a implementação de juros subsidiados para os financiamentos emergenciais. Ele argumentou que o custo fiscal de não agir seria maior, considerando o impacto sobre o emprego e a receita dos municípios. O presidente do BNDES enfatizou que as empresas afetadas não são responsáveis pelas tarifas e que muitas têm um histórico de exportação de qualidade para o mercado americano.

O BNDES já havia anunciado que as linhas de crédito do Brasil Soberano incluem R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos próprios. A expectativa é que os primeiros empréstimos sejam aprovados em 15 de outubro, desde que os dados necessários sejam recebidos a tempo.

Apoio dos Prefeitos

Eduardo Paes elogiou as iniciativas do BNDES, afirmando que as informações recebidas superaram as expectativas dos prefeitos presentes. A reunião foi vista como um passo importante para garantir suporte às cidades mais afetadas pelo tarifaço, trazendo esperança para a recuperação econômica das regiões impactadas.

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