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Brasil investe R$ 5,4 milhões em meio a saques em massa de criptomoedas

Brasil registra aporte líquido em fundos de criptomoedas, contrastando com saídas globais significativas de US$ 1,43 bilhão

Foto: Reprodução
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  • O Brasil registrou um aporte líquido de US$ 1 milhão em fundos de criptomoedas na semana encerrada em 22 de setembro, interrompendo um ciclo de saídas que durava desde abril.
  • Em contraste, o mercado global teve saídas líquidas de US$ 1,43 bilhão, segundo a CoinShares.
  • O pessimismo no mercado foi influenciado pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole.
  • Outros países, como Alemanha, Canadá, Austrália e Hong Kong, também apresentaram aportes líquidos, totalizando US$ 18,4 milhões, enquanto os Estados Unidos, Suécia e Suíça tiveram retiradas significativas.
  • O saldo total de ativos sob gestão no Brasil caiu para US$ 1,63 bilhão, mantendo o país na sexta posição global.

O Brasil registrou um aporte líquido de US$ 1 milhão em fundos de criptomoedas na semana encerrada em 22 de setembro, interrompendo um ciclo de saídas que se estendia desde abril. Este movimento ocorre em um contexto global de saídas líquidas de US$ 1,43 bilhão, conforme dados da CoinShares, evidenciando a polarização do sentimento entre investidores.

O relatório da CoinShares atribui a pressão vendedora ao pessimismo que dominou o mercado antes do simpósio de Jackson Hole, onde o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, fez um discurso considerado “dovish”. Esse discurso ajudou a dissipar o medo e a incerteza que pairavam sobre as taxas de juros nos Estados Unidos. Apesar das saídas globais, o volume negociado em produtos financeiros cripto (ETPs) alcançou US$ 38 bilhões, cerca de 50% acima da média anual.

Além do Brasil, outros países como Alemanha, Canadá, Austrália e Hong Kong também apresentaram aportes líquidos, totalizando US$ 18,4 milhões, US$ 3,7 milhões, US$ 3,5 milhões e US$ 2,6 milhões, respectivamente. Em contrapartida, os Estados Unidos, Suécia e Suíça registraram retiradas líquidas significativas, somando US$ 1,31 bilhão, US$ 135,5 milhões e US$ 11,8 milhões.

O saldo total de ativos sob gestão (AuM) no Brasil caiu para US$ 1,63 bilhão, mantendo o país na sexta posição global. Os Estados Unidos lideram com US$ 163,44 bilhões, seguidos por Suíça, Canadá, Alemanha e Suécia. No segmento de criptoativos, as saídas líquidas de fundos de Bitcoin totalizaram US$ 1,03 bilhão, enquanto Ethereum e Sui também enfrentaram retiradas.

Os produtos de investimento que mais atraíram entradas líquidas foram o Proshares Bitcoin ETF-USD, com US$ 83,6 milhões, e o NEOS Bitcoin High Income ETF, com US$ 72 milhões. Em contraste, o iShares Bitcoin Trust teve a maior retirada, com US$ 615,02 milhões. A volatilidade do mercado continua a impactar as decisões dos investidores, refletindo um cenário de incertezas e oportunidades.

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