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Confiança do comércio recua 4,0 pontos em agosto, aponta FGV

Confiança do comércio atinge o menor nível desde o segundo trimestre, com aumento do Indicador de Desconforto e queda em todas as expectativas

Confiança do Comércio Cai Pela Segunda Vez (Foto: Freepik)
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  • O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 4,0 pontos de julho para agosto, atingindo 83,1 pontos.
  • A queda representa o segundo mês consecutivo de recuo, refletindo um ambiente econômico desafiador.
  • A economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, Geórgia Veloso, afirmou que a confiança está em nível mais baixo, revertendo os avanços do segundo trimestre.
  • Todos os segmentos do comércio apresentaram deterioração, com o Índice de Expectativas (IE-COM) caindo 6,4 pontos e o Índice de Situação Atual (ISA-COM) diminuindo 1,7 ponto.
  • O Indicador de Desconforto do Comércio atingiu o maior nível desde abril de 2022, indicando preocupações crescentes com os custos financeiros.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) apresentou uma queda de 4,0 pontos de julho para agosto, atingindo 83,1 pontos, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira, 28. Este é o segundo mês consecutivo de recuo, refletindo um ambiente econômico desafiador e crescente pressão financeira sobre os negócios.

A economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Geórgia Veloso, destacou que a confiança do comércio está em um nível mais baixo, revertendo os avanços do segundo trimestre. A deterioração foi generalizada, afetando todos os segmentos do setor. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 1,7 ponto, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) teve uma queda mais acentuada de 6,4 pontos.

Os dados de agosto revelam que a confiança diminuiu em todos os seis principais segmentos do comércio, especialmente nas avaliações sobre o futuro. O item que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses despencou 7,1 pontos, enquanto as expectativas para os próximos seis meses encolheram 5,4 pontos. O ISA-COM também registrou uma redução no volume de demanda atual, que caiu 0,6 ponto.

O Indicador de Desconforto do Comércio, que avalia fatores limitadores à melhoria dos negócios, atingiu o maior nível desde abril de 2022. Veloso observou que a crescente preocupação com os custos financeiros indica que o principal desafio dos negócios está mudando da recuperação da demanda para a gestão da saúde financeira. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 26 de agosto.

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