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Empresas de combustíveis lucram R$ 3,5 bi após operação da PF contra o PCC

A Operação Carbono Oculto pode reverter a concorrência desleal no setor de combustíveis e fortalecer a formalização do mercado

Gasolina (Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo)
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  • As ações das distribuidoras de combustíveis Ultrapar, Vibra e Raízen subiram na Bolsa nesta quinta-feira, 28, após a deflagração da Operação Carbono Oculto.
  • A operação visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) em mais de mil postos de gasolina em dez estados.
  • A Ultrapar, que opera os postos Ipiranga, teve alta de 8%, alcançando R$ 19,92. A Vibra, que opera os postos BR, subiu 5,8%, cotada a R$ 24,49. A Raízen, que explora a bandeira Shell, registrou aumento de 10,4% em suas ações preferenciais.
  • Juntas, essas empresas somaram um ganho de R$ 4,1 bilhões em valor de mercado, totalizando R$ 60,9 bilhões.
  • A operação, realizada pelo Ministério Público de São Paulo, Receita Federal e Polícia Federal, também investiga fraudes fiscais e crimes ambientais, com movimentação de cerca de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

As ações das principais distribuidoras de combustíveis no Brasil, como Ultrapar, Vibra e Raízen, tiveram um desempenho expressivo na Bolsa nesta quinta-feira, 28, após a deflagração da Operação Carbono Oculto. Esta operação visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro do PCC em mais de mil postos de gasolina em dez estados.

A Ultrapar, responsável pelos postos Ipiranga, viu suas ações subirem 8%, alcançando R$ 19,92. A Vibra, que opera os postos BR, registrou uma alta de 5,8%, cotada a R$ 24,49. Já a Raízen, que explora a bandeira Shell, teve um aumento de 10,4% em suas ações preferenciais. Juntas, essas empresas somaram um ganho de R$ 4,1 bilhões em valor de mercado, totalizando R$ 60,9 bilhões.

Contexto da Operação

A Operação Carbono Oculto, realizada pelo Ministério Público de São Paulo, Receita Federal e Polícia Federal, é considerada uma das maiores ações contra o crime organizado no setor de combustíveis. As investigações revelaram que o PCC utilizava 40 fundos de investimento para lavar dinheiro, movimentando cerca de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

Além de lavagem de dinheiro, a operação também investiga fraudes fiscais e crimes ambientais. Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal, destacou a infiltração do crime organizado no setor, que gera prejuízos econômicos e sociais. Ele enfatizou a urgência de uma legislação mais rigorosa para combater práticas ilegais.

Impacto no Mercado

Analistas do Bradesco BBI afirmaram que a operação pode ajudar a recuperar a participação de mercado das empresas formais, que enfrentam concorrência desleal de empresas informais. A expectativa é que a combinação da operação com ações tributárias em São Paulo e Minas Gerais, além do fortalecimento da ANP, contribua para a formalização do setor.

As distribuidoras estão sob pressão para garantir a qualidade dos serviços e a conformidade com a legislação. O Instituto Combustível Legal reforça a necessidade de ações efetivas para punir aqueles que atuam ilegalmente, visando proteger tanto o mercado quanto os consumidores.

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