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Gerdau condiciona usina no México a acordo comercial com os EUA

Gerdau pode reiniciar projeto de US$ 600 milhões no México, dependendo de negociações do USMCA e aumento da demanda por aço nos EUA

Gerdau acredita que o México começaria a produzir suas próprias autopeças, criando demanda interna por aço. (Foto: Paulo Fridman/Bloomberg News)
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  • A Gerdau pode retomar a construção de uma unidade de aço especial no México, avaliada em US$ 600 milhões.
  • O presidente da empresa, Gustavo Werneck, afirmou que a decisão depende das negociações do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA).
  • O projeto está pronto e pode ser implementado a qualquer momento, após a revisão do acordo no próximo ano.
  • A demanda por aço nos Estados Unidos está crescendo, impulsionada pela modernização de fábricas e construção de novas plantas.
  • Werneck destacou a importância de evitar que outros países usem o México como ponto de entrada para produtos destinados ao mercado americano.

A Gerdau está considerando retomar seus planos de construir uma unidade de aço especial no México, um projeto avaliado em US$ 600 milhões. O presidente da empresa, Gustavo Werneck, afirmou que a decisão depende das negociações do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA), que devem ser revisadas no próximo ano. Em entrevista durante o congresso do Instituto Aço Brasil, em São Paulo, ele destacou que o projeto está pronto e pode ser implementado a qualquer momento.

A Gerdau havia abandonado o projeto anteriormente devido a incertezas geradas pela guerra comercial entre os EUA e o México, que afetaram as cadeias de suprimentos automotivas. No entanto, Werneck acredita que a crescente demanda por aço nos Estados Unidos, impulsionada pela modernização de fábricas e pela construção de novas plantas, pode criar um cenário favorável para o investimento no México.

Werneck também mencionou que o México pode começar a produzir suas próprias autopeças, o que aumentaria a demanda interna por aço. Ele se mostrou otimista quanto a um possível acordo comercial entre México, Canadá e EUA, ressaltando a importância de evitar que outros países utilizem o México como um ponto de entrada para produtos destinados ao mercado americano.

Além disso, o presidente da Gerdau destacou que a maior parte do resultado da empresa no último trimestre veio das operações nos Estados Unidos, onde a demanda por aço tem crescido significativamente. No Brasil, a falta de um entendimento político sobre tarifas para o setor siderúrgico tem dificultado negociações estruturadas, segundo Werneck.

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