- O Governo Central do Brasil registrou um déficit primário de R$ 59,1 bilhões em julho de 2025, o segundo pior resultado histórico para o mês.
- As despesas totais aumentaram 28,3%, totalizando R$ 260,1 bilhões, enquanto a receita líquida cresceu apenas 3,9%, alcançando R$ 201,1 bilhões.
- O pagamento de R$ 60,5 bilhões em precatórios foi um fator importante para o aumento do déficit.
- No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o déficit totalizou R$ 70,2 bilhões.
- A meta fiscal para 2025 é de um resultado zero, com uma margem de tolerância que permite um déficit de até R$ 31 bilhões.
O Governo Central do Brasil registrou um déficit primário de R$ 59,1 bilhões em julho de 2025, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Este resultado é o segundo pior da série histórica para o mês, superado apenas pelo rombo de R$ 87,8 bilhões em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19. O déficit indica que, em julho, o governo gastou mais do que arrecadou, sem considerar os pagamentos de juros da dívida pública.
As despesas totais do governo aumentaram 28,3%, totalizando R$ 260,1 bilhões, enquanto a receita líquida cresceu apenas 3,9%, alcançando R$ 201,1 bilhões. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, destacou que o pagamento de R$ 60,5 bilhões em precatórios foi um fator determinante para o aumento do déficit. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o rombo totalizou R$ 70,2 bilhões.
Aumento das Despesas
Os gastos com precatórios, que são dívidas da União decorrentes de decisões judiciais, somaram R$ 35,6 bilhões em julho. Além disso, o governo desembolsou R$ 20,7 bilhões em benefícios previdenciários e R$ 1,1 bilhão no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Esses números refletem a pressão sobre as contas públicas e a dificuldade em atingir a meta fiscal de equilíbrio entre receitas e despesas para o ano.
A meta fiscal para 2025 é de um resultado zero, com uma margem de tolerância que permite um déficit de até R$ 31 bilhões ou um superávit de até R$ 31 bilhões, representando 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). O cenário atual levanta preocupações sobre a capacidade do governo em cumprir essa meta, especialmente diante do aumento contínuo das despesas e desafios econômicos persistentes.
Entre na conversa da comunidade