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Instituto Combustível Legal alerta sobre engenharia financeira na lavagem de dinheiro

Fintechs na Faria Lima movimentaram R$ 52 bilhões para o crime organizado, revelando a complexidade da lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal (Foto: Divulgação/Guito Moreto / Agência O Globo)
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  • O Instituto Combustível Legal (ICL) denunciou fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, envolvendo postos e distribuidoras.
  • A Operação Carbono Oculto revelou que fintechs na Faria Lima, em São Paulo, ajudaram a lavar R$ 52 bilhões desde 2020.
  • Emerson Kapaz, presidente do ICL, comparou as fintechs a doleiros, destacando a sofisticação das operações do crime organizado.
  • A investigação mostrou que o crime organizado movimenta R$ 165 bilhões anualmente em setores como combustíveis, ouro, bebidas e fumo, com R$ 60 bilhões relacionados a combustíveis.
  • A próxima fase da operação envolve a análise de documentos apreendidos durante mandados de busca e apreensão.

O Instituto Combustível Legal (ICL) tem denunciado fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, envolvendo postos e distribuidoras com a participação do crime organizado. A recente Operação Carbono Oculto revelou que fintechs localizadas na Faria Lima, em São Paulo, estão facilitando a lavagem de dinheiro, movimentando R$ 52 bilhões desde 2020.

Emerson Kapaz, presidente do ICL, destacou a sofisticação dessas operações, comparando as fintechs a antigos doleiros, que atuavam no mercado paralelo de dólar. Segundo ele, a tecnologia tem sido utilizada de forma a beneficiar o crime organizado, que se tornou mais forte e habilidoso em suas ações. Kapaz afirmou que a operação é um marco para o setor, ressaltando a importância da colaboração entre órgãos como a Receita Federal e o Ministério Público.

A investigação revelou que o crime organizado movimenta anualmente R$ 165 bilhões em setores como combustíveis, ouro, bebidas e fumo, sendo que pelo menos R$ 60 bilhões desse total são relacionados ao setor de combustíveis. A operação também trouxe à tona o nome de Mohamad Hussein Mourad, que, apesar de ter sua licença cassada, continuou a operar ilegalmente no setor.

Agora, a fase seguinte da operação envolve a análise dos documentos apreendidos durante os mandados de busca e apreensão. Para o ICL, essa ação representa um avanço significativo no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

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