- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou o Itamaraty a iniciar o processo de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos.
- A medida é uma resposta às tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, que prejudicam a competitividade do Brasil.
- A Câmara de Comércio Exterior (Camex) terá 30 dias para avaliar a legalidade das contramedidas propostas e notificar o governo americano após a análise.
- O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, espera que essa ação possa abrir um canal de diálogo com os EUA.
- O Brasil também acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas americanas, enquanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou preocupação com a situação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Itamaraty a iniciar o processo de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A medida, anunciada na quinta-feira, 28, é uma resposta ao aumento de tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, que afetam diretamente a competitividade do país.
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) terá um prazo de 30 dias para avaliar a legalidade das contramedidas propostas. Assim que a análise for concluída, o governo americano será notificado oficialmente. O chanceler Mauro Vieira destacou que a lei, sancionada em abril, permite ao Brasil reagir a ações unilaterais que prejudicam sua economia.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, expressou a esperança de que essa ação possa abrir um canal de diálogo com os EUA. Ele ressaltou que o Brasil não busca uma escalada nas tensões, mas sim uma solução negociada. A expectativa é que a aplicação da lei ajude a destravar as negociações, que até agora têm sido infrutíferas.
Além da Lei da Reciprocidade, o Brasil também acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas americanas. O governo brasileiro já havia tentado estabelecer diálogo com Washington, mas as tentativas foram frustradas, incluindo o cancelamento de reuniões entre autoridades dos dois países.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com a situação e recomendou cautela. A entidade defende que a relação entre Brasil e Estados Unidos, construída ao longo de mais de 200 anos, deve ser preservada. Uma comitiva de líderes empresariais brasileiros viajará a Washington para discutir a situação e buscar alternativas para mitigar os impactos das tarifas.
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