- O relator da reforma administrativa, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), afirmou que a discussão sobre mudanças no serviço público será separada do ajuste fiscal.
- Ele destacou que a reforma deve ser vista como uma oportunidade de economia, tanto imediata quanto a longo prazo.
- Pedro Paulo não divulgará projeções sobre o impacto financeiro da reforma para evitar poluição da discussão.
- O relator mencionou apoio de diversos partidos, incluindo PT, PDT e PSDB, e citou propostas consensuais, como a redução das férias de 60 dias.
- Ele acredita que a reforma pode ser um legado do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ressaltou a importância da participação de todos os Poderes.
BRASÍLIA – O relator da reforma administrativa, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), destacou a intenção de manter a discussão sobre as mudanças no serviço público separada do debate sobre ajuste fiscal. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, ele enfatizou que a reforma deve ser vista como uma oportunidade de economia imediata e a longo prazo, sem que suas implicações financeiras sejam misturadas com a agenda fiscal do governo.
Pedro Paulo afirmou que, embora sua equipe esteja realizando projeções sobre o impacto da reforma, ele não divulgará esses dados para evitar que a discussão seja “poluída”. O deputado, que se considera um fiscalista, acredita que a reforma pode ser um legado do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ressaltou a importância do apoio governamental e da colaboração entre partidos.
Colaboração entre Partidos
O relator mencionou que a reforma administrativa está ganhando apoio de diversas legendas, incluindo partidos de centro-esquerda e de direita. Ele citou reuniões produtivas com representantes de diferentes grupos, como PT, PDT e PSDB, onde foram discutidas propostas que geram consenso, como a redução das férias de 60 dias e a unificação da tabela de remuneração.
Pedro Paulo também abordou a necessidade de enfrentar questões relacionadas à advocacia pública, propondo critérios para a distribuição de honorários. Ele se mostrou otimista quanto à aprovação da reforma, afirmando que a energia no Parlamento é forte e que o projeto pode ser um ativo político importante, especialmente em um contexto eleitoral.
Desafios e Expectativas
O deputado reconheceu que a reforma não pode ser imposta de forma unilateral e que é essencial a participação de todos os Poderes. Ele acredita que, com o apoio do governo e a convergência de ideias entre os partidos, a proposta pode ser aprimorada e aprovada. A reforma administrativa, segundo Pedro Paulo, deve ser uma resposta às demandas da sociedade e uma oportunidade de modernização do serviço público brasileiro.
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