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Siderúrgicas chinesas se recuperam com queda nos preços das matérias-primas

Siderúrgicas chinesas mostram sinais de recuperação em 2023, com margens em alta e foco em cortes de custos para melhorar resultados financeiros

A China intensificou o esforço para lidar com o excesso de capacidade nos principais setores (Foto: Qilai Shen/Bloomberg)
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  • As siderúrgicas chinesas estão se recuperando em 2023 após um ano difícil em 2022, quando enfrentaram prejuízos devido à crise no mercado imobiliário.
  • As margens de lucro aumentaram, impulsionadas pela queda nos preços das matérias-primas e pela estabilidade nas exportações, apesar das restrições comerciais.
  • A produção de aço caiu para menos de 80 milhões de toneladas em julho, o menor volume para o mês desde 2017, mas as exportações se mantiveram em torno de 10 milhões de toneladas mensais.
  • Empresas como Maanshan Iron & Steel e Angang Steel reportaram perdas menores e buscam retornar à lucratividade, enquanto a Baoshan alertou sobre o impacto das barreiras comerciais.
  • Os contratos futuros de bobinas laminadas a quente na Bolsa de Futuros de Xangai mostraram recuperação, com alta de 0,3%, e as siderúrgicas planejam cortes de custos para melhorar suas margens.

As siderúrgicas chinesas, que enfrentaram um ano difícil em 2022 devido à crise no mercado imobiliário, estão experimentando uma recuperação significativa em 2023. As margens de lucro aumentaram, impulsionadas pela queda nos preços das matérias-primas e pela estabilidade nas exportações, mesmo diante de restrições comerciais.

No ano passado, a maioria das usinas registrou prejuízos, com a demanda reduzida impactando fortemente os resultados. No entanto, os sinais de recuperação são visíveis, com perdas diminuindo e executivos do setor mostrando otimismo. Segundo Ding Yang, analista sênior da Kallanish Commodities, as margens da siderurgia melhoraram devido à queda mais acentuada nos preços do carvão e coque em comparação ao aço.

Medidas do Governo

O governo chinês intensificou esforços para controlar o excesso de capacidade no setor, visando também a concorrência excessiva entre os produtores. Em julho, a produção de aço caiu para menos de 80 milhões de toneladas, o menor volume para o mês desde 2017. Apesar disso, as exportações mantiveram-se em torno de 10 milhões de toneladas mensais, mesmo com a imposição de tarifas antidumping por diversos países.

Entre as siderúrgicas que reportaram resultados recentemente, a Maanshan Iron & Steel e a Angang Steel apresentaram perdas menores. A Maanshan, por exemplo, afirmou que, apesar das incertezas sobre a demanda, seu objetivo é retornar à lucratividade ao longo do ano. Por outro lado, a Baoshan, conhecida como Baosteel, alertou que as barreiras comerciais podem impactar negativamente os embarques.

Perspectivas do Setor

Os contratos futuros de bobinas laminadas a quente na Bolsa de Futuros de Xangai mostraram recuperação, com alta de 0,3%, atingindo 3.359 yuans por tonelada. A incerteza ainda permeia o setor, mas as siderúrgicas estão focadas em cortes de custos para o segundo semestre, na esperança de melhorar ainda mais suas margens e resultados financeiros.

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