- A WeWork passou por uma reestruturação sob a liderança de Claudio Hidalgo, que retornou à empresa em 2023 como CEO da operação na América Latina.
- A América Latina agora representa 20% da receita global da WeWork, com o Brasil alcançando 84% de ocupação e o maior Net Promoter Score (NPS) do mundo, com 80%.
- Hidalgo foi chamado para liderar a transformação da empresa em um momento crítico, quando a WeWork se preparava para o Chapter 11 nos Estados Unidos.
- A reintegração da América Latina ao controle direto da WeWork foi um passo importante, permitindo a aplicação de aprendizados da reestruturação global.
- A empresa planeja maximizar o uso dos espaços existentes no Brasil antes de considerar novas unidades, com expansão prevista a partir de 2028.
A WeWork, conhecida por seus espaços de coworking, passou por uma reestruturação significativa sob a liderança de Claudio Hidalgo, que retornou à empresa em 2023. O executivo, ex-COO global, agora atua como CEO da operação na América Latina, onde a região já representa 20% da receita global. O Brasil se destaca com uma taxa de 84% de ocupação e o maior NPS (Net Promoter Score) do mundo, alcançando 80%.
Hidalgo foi chamado de volta em um momento crítico, quando a WeWork se preparava para o Chapter 11 nos Estados Unidos, equivalente à recuperação judicial no Brasil. Desde então, ele tem liderado a transformação da empresa, eliminando quase US$ 4 bilhões em dívidas e reestruturando operações que antes eram independentes em cada país. A meta é criar uma experiência uniforme para os membros, independentemente da localização.
Reestruturação e Crescimento
A reintegração da América Latina ao controle direto da WeWork foi um passo crucial. Em 2024, a empresa recomprou os mercados de língua espanhola e, em 2025, o Brasil. Isso permitiu aplicar aprendizados do processo de reestruturação global, acelerando a transformação na região. A operação na América Latina, agora rentável e sustentável, tem planos de longo prazo.
Hidalgo enfatiza que a satisfação dos membros é fundamental para o crescimento. A empresa negociou aluguéis globalmente, o que, combinado com o aumento da receita e alta satisfação, resultou em uma operação lucrativa. O Brasil, em particular, lidera globalmente em NPS e ocupa o segundo lugar em taxa de ocupação na América, atrás apenas do Chile.
Desafios e Oportunidades
Apesar do sucesso, a WeWork enfrenta desafios na expansão. Com 28 prédios no Brasil, a empresa planeja maximizar o uso dos espaços existentes antes de considerar novas unidades, com uma possível expansão a partir de 2028. A baixa vacância de prédios premium dificulta a abertura de novas operações antes desse prazo.
Hidalgo destaca que a América Latina é vital para a WeWork, contribuindo significativamente para a receita global, que deve ultrapassar US$ 2 bilhões neste ano. A empresa busca elevar ainda mais os padrões de experiência dos clientes, trazendo inovações como serviços de barista e melhorias na qualidade do café e internet, alinhando-se aos padrões globais.
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