- O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, retirou permissões que permitiam à Samsung e à SK Hynix operar na China com equipamentos americanos.
- A nova medida exige que as empresas coreanas solicitem licenças para atualizações tecnológicas, afetando sua competitividade no setor de semicondutores.
- Essa decisão dá continuidade a uma política iniciada em 2022 pelo governo Biden, que impôs sanções à indústria de microchips chinesa.
- A China já começou a se adaptar às sanções, aumentando a autossuficiência na produção de chips e planejando triplicar a produção de chips de inteligência artificial até 2026.
- A disputa pelos semicondutores pode resultar em uma fragmentação do sistema global, limitando a capacidade dos EUA de moldar o futuro tecnológico.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, decidiu retirar permissões que permitiam à Samsung e à SK Hynix operar na China com equipamentos americanos. A medida, anunciada em 29 de setembro, exige que as empresas coreanas solicitem licenças para qualquer atualização tecnológica, o que compromete sua competitividade no setor de semicondutores.
Essa decisão dá continuidade a uma política iniciada em 2022 pelo governo Biden, que já havia imposto sanções à indústria de microchips chinesa. O objetivo é conter a ascensão tecnológica da China e proteger a liderança americana no setor. A retirada das permissões representa um passo significativo no desacoplamento tecnológico entre os EUA e a China, afetando também aliados como a Coreia do Sul.
A nova política comercial dos EUA não apenas visa restringir a China, mas também favorece empresas americanas como a Nvidia e a Intel. A Nvidia, por exemplo, obteve licença de exportação em troca de repasse de lucros ao Tesouro americano. Essa estratégia gera um dilema para aliados que dependem do mercado chinês, ao mesmo tempo em que buscam proteção militar dos EUA.
A China, por sua vez, já começou a se adaptar às sanções, acelerando seus esforços para aumentar a autossuficiência na produção de chips. O governo chinês planeja triplicar a produção de chips de inteligência artificial até 2026, com a Huawei liderando novas fábricas. Além disso, Pequim reforçou o controle sobre minerais críticos, como gálio e germânio, ampliando a disputa na cadeia de valor.
A disputa pelos semicondutores se transformou em uma corrida de sobrevivência tecnológica, com os EUA buscando preservar sua liderança enquanto a China tenta se blindar de vulnerabilidades externas. Esse cenário pode resultar em uma fragmentação do sistema global, onde as políticas de contenção dos EUA podem, paradoxalmente, limitar sua capacidade de moldar o futuro tecnológico.
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