- Ernesto Iannoni, fundador da Flexform, está em um processo judicial contra seus filhos, Pascoal e Marco Iannoni, desde 2013.
- A disputa começou após a transferência do controle da empresa para eles em 2010, quando Ernesto se aposentou.
- Ele acusa os filhos de fraude na avaliação da empresa, que deveria valer cerca de R$ 200 milhões, mas recebeu apenas R$ 16 milhões.
- Laudos da Polícia Civil confirmaram irregularidades na contabilidade da Flexform, apontando manipulação financeira e fraudes.
- O processo aguarda decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está suspenso em primeira instância.
O empresário italiano Ernesto Iannoni, fundador da Flexform, está em um embate judicial com seus filhos, Pascoal e Marco Iannoni, desde 2013. A disputa começou após a transferência do controle da empresa para eles em 2010, quando Ernesto se aposentou. Ele acusa os filhos de fraude na avaliação da empresa, que, segundo ele, deveria valer cerca de R$ 200 milhões. No entanto, recebeu apenas R$ 16 milhões, um valor que considera injusto.
Recentemente, laudos da Polícia Civil confirmaram irregularidades na contabilidade da Flexform, apontando manipulação financeira e fraudes. O advogado de Ernesto, Rafael Carneiro, afirmou que as perícias indicam movimentações financeiras suspeitas e a emissão de notas fiscais fraudulentas. O processo, que ainda aguarda decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está suspenso em primeira instância.
Os filhos de Ernesto, por sua vez, lamentam a continuidade da disputa familiar e afirmam que o pai já ajuizou 22 processos relacionados ao caso, sendo que a maioria foi considerada improcedente. Eles defendem que a divisão do patrimônio foi feita a pedido de Ernesto e que o valor recebido estava de acordo com o que foi acordado.
Ernesto, por outro lado, busca anular a venda de sua participação na Flexform e reivindica o pagamento da diferença entre o valor que deveria ter recebido e o que efetivamente recebeu. Ele também pede ressarcimento pelos lucros que deixou de obter durante sua ausência na gestão da empresa. A situação familiar se agrava, com Ernesto afirmando que os filhos tentaram interditá-lo em 2019, o que ele considera uma tentativa de retirar sua dignidade e autonomia.
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