- O Governo Central registrou um déficit primário de R$ 59,124 bilhões em julho, o segundo pior resultado para o mês desde 1997.
- Em junho, o déficit foi de R$ 44,296 bilhões, refletindo uma série histórica de resultados negativos.
- As despesas aumentaram 28,3% em julho, enquanto as receitas cresceram apenas 4,5%.
- No acumulado do ano até julho, o déficit totaliza R$ 70,270 bilhões, uma leve melhora em relação ao mesmo período do ano passado.
- O governo visa um resultado primário neutro em 2025, com um limite de déficit de até R$ 31 bilhões e um teto de despesas de R$ 2,249 trilhões.
BRASÍLIA – O Governo Central registrou um déficit primário de R$ 59,124 bilhões em julho, o segundo pior resultado para o mês desde 1997. Este número segue o déficit de R$ 44,296 bilhões em junho, refletindo um histórico de resultados negativos.
As despesas aumentaram 28,3% em julho em comparação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto as receitas tiveram um crescimento de apenas 4,5%. No acumulado do ano até julho, o déficit totaliza R$ 70,270 bilhões, uma leve melhora em relação ao déficit de R$ 76,240 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.
Desempenho das Receitas e Despesas
As receitas totais apresentaram um aumento real de 4,5% em julho, enquanto no acumulado do ano, a alta foi de 3,5%. Em contrapartida, as despesas totais cresceram 28,3% em julho, já descontada a inflação. No primeiro semestre, as despesas tiveram um aumento real de 2%.
Nos últimos 12 meses até julho, o déficit acumulado foi de R$ 34,1 bilhões, representando 0,3% do PIB. O governo tem buscado estabilizar os gastos públicos, com as despesas obrigatórias alcançando 17,34% do PIB e as discricionárias 1,34%.
Metas Fiscais para 2025
Para 2025, o governo almeja um resultado primário neutro, com uma variação permitida de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos. O limite estabelecido para o déficit é de até R$ 31 bilhões, enquanto o teto de despesas para o ano é fixado em R$ 2,249 trilhões. Essa estratégia faz parte do novo arcabouço fiscal que visa a estabilização das contas públicas.
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