- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou a criação de um conselho para discutir o uso de terras raras no Brasil.
- Lula afirmou que o país controlará seus minerais e que empresas interessadas deverão investir ou comprar no território nacional.
- Uma reunião está agendada com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o governador da Bahia, Rui Costa, para definir as diretrizes do conselho.
- As terras raras são essenciais para a tecnologia moderna e a transição energética, e o interesse dos Estados Unidos por esses recursos brasileiros tem aumentado.
- O Brasil enfrenta desafios na extração e no processamento desses minerais, atuando principalmente como fornecedor de matéria-prima.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação de um conselho para discutir o uso de terras raras no Brasil. Durante um evento na sexta-feira (29), Lula enfatizou que o país controlará seus minerais e que empresas interessadas deverão investir ou comprar no território nacional.
“Ninguém vai colocar o dedo nos nossos minerais críticos de terras raras porque são nossos e nós vamos tomar conta disso”, afirmou o presidente. Ele destacou que uma reunião já está agendada com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o governador da Bahia, Rui Costa, para discutir as diretrizes do novo conselho.
As terras raras são essenciais para a tecnologia moderna, sendo utilizadas em dispositivos como celulares e computadores, além de desempenharem um papel crucial na transição energética. O interesse dos Estados Unidos por esses recursos brasileiros aumentou, especialmente após acordos firmados com países como Ucrânia e Indonésia.
Representantes da embaixada dos EUA no Brasil, como Gabriel Escobar, já manifestaram interesse nas reservas brasileiras. Contudo, o Brasil enfrenta desafios significativos, não apenas na extração, mas também na capacidade de processar e refinar esses minerais em solo nacional. Apesar de possuir algumas das maiores reservas do mundo, o país ainda atua como fornecedor de matéria-prima, enquanto o valor agregado e a tecnologia permanecem nas mãos de nações industrializadas.
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