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Governo planeja arrecadar R$ 19 bilhões com cortes em benefícios fiscais

Governo Lula propõe cortes fiscais para garantir superávit orçamentário em 2026, enfrentando pressões nas despesas obrigatórias

Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, discursa no Senado Federal (Foto: Reprodução)
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  • O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um projeto de lei para cortar 10% dos benefícios tributários.
  • A medida visa arrecadar R$ 19,76 bilhões em 2026 e contribuir para um superávit de 0,25% do PIB.
  • O projeto foi apresentado junto à Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 ao Congresso Nacional.
  • A meta de superávit para 2026 é de R$ 34,3 bilhões, com um resultado positivo previsto de R$ 34,5 bilhões.
  • O governo enfrenta pressões nas despesas obrigatórias, especialmente com benefícios previdenciários, que devem aumentar R$ 89 bilhões em 2026.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira, um projeto de lei que visa cortar 10% dos benefícios tributários. A medida, que não afetará benefícios constitucionais nem itens da cesta básica, busca arrecadar R$ 19,76 bilhões em 2026, contribuindo para a meta de superávit de 0,25% do PIB.

O projeto foi apresentado durante o envio da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 ao Congresso Nacional. Além da redução de benefícios fiscais, o governo planeja contar com outras fontes de receita, incluindo projetos que enfrentam resistência no legislativo e receitas extraordinárias, para garantir um resultado positivo nas contas públicas no próximo ano.

Para 2026, a meta é alcançar um superávit de R$ 34,3 bilhões, com uma margem de tolerância até zero, excluindo parte dos precatórios. O PLOA prevê um resultado positivo de R$ 34,5 bilhões. Neste ano e em 2024, a meta é de equilíbrio orçamentário, permitindo um déficit de até R$ 31 bilhões, que pode ser ampliado para R$ 79,6 bilhões devido a precatórios e ressarcimentos do INSS.

Projeções de Receita

A receita estimada para 2026 inclui R$ 20,9 bilhões de uma medida provisória que altera a tributação de ativos financeiros, além de R$ 34,1 bilhões com compensações ligadas à isenção do Imposto de Renda. O governo também projeta arrecadar R$ 27 bilhões com transações tributárias e R$ 54 bilhões em dividendos de estatais, um aumento em relação aos R$ 41,9 bilhões previstos para este ano.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destacou que o orçamento de 2026 será menos dependente de receitas extraordinárias. Ele enfatizou a importância da venda de participação da União em petróleo e os dividendos das estatais para alcançar o resultado desejado.

Despesas e Pressões Fiscais

O governo enfrenta crescente pressão das despesas obrigatórias, especialmente com benefícios previdenciários e assistenciais, que devem aumentar R$ 89 bilhões em 2026. Apesar dos esforços para controlar esses gastos, a necessidade de recursos adicionais é evidente.

A proposta de corte nos benefícios fiscais é uma das principais novidades do orçamento, com o objetivo de equilibrar as contas e atender às demandas sociais. O governo busca, assim, um caminho para a sustentabilidade fiscal em um cenário desafiador.

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