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Raízen busca R$ 1,5 bilhão com venda de usinas para reduzir endividamento

Raízen busca reduzir dívida de R$ 49 bilhões com venda de usinas e otimização de operações, enquanto ações sobem 11,01% após anúncio

Totem com o logo da Raízen, joint venture da Cosan com a Shell (Foto: Reprodução)
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  • A Raízen anunciou a venda das usinas Rio Brilhante e Passa Tempo por R$ 1,54 bilhão.
  • O objetivo da venda é reduzir a dívida líquida de R$ 49 bilhões e otimizar o portfólio da empresa.
  • A transação inclui R$ 1,325 bilhão pelos ativos e R$ 218 milhões em investimentos de manutenção.
  • Após a venda, a Raízen operará com 25 usinas e manterá uma capacidade total de 75 milhões de toneladas por safra.
  • As ações da Raízen subiram 11,01% após o anúncio, refletindo uma recuperação no setor.

A Raízen (RAIZ4) anunciou a venda das usinas Rio Brilhante e Passa Tempo por R$ 1,54 bilhão, com o objetivo de reduzir sua dívida líquida, que atualmente é de R$ 49 bilhões. A transação foi divulgada em um fato relevante na última sexta-feira, 29 de agosto, e será realizada pela Cocal Agroindústria. As usinas, localizadas em Brilhantes (MS), possuem capacidade instalada de cerca de 6 milhões de toneladas por safra.

O acordo inclui R$ 1,325 bilhão pelos ativos e R$ 218 milhões referentes a investimentos em manutenção, que serão assumidos pelo comprador. A Raízen destaca que essa venda está alinhada à sua estratégia de otimização do portfólio e captura de eficiências, visando melhorar a rentabilidade de suas operações. Após a conclusão da venda, a empresa passará a operar com 25 usinas, mantendo uma capacidade total de 75 milhões de toneladas por safra.

Reação do Mercado

As ações da Raízen reagiram positivamente à notícia, com um aumento de 11,01%, alcançando R$ 1,21 por ação. Esse movimento ocorre em um contexto de recuperação do setor, impulsionado por operações contra a informalidade em combustíveis. A venda das usinas é parte de um plano mais amplo da Raízen para simplificar suas operações e focar na rentabilidade.

Desde o final do ano passado, a Raízen já havia reduzido sua capacidade de moagem de 91 milhões para 75 milhões de toneladas, refletindo uma estratégia de desinvestimento. A moagem projetada para a safra atual deve ficar entre 72 milhões e 75 milhões de toneladas, uma queda em relação aos 78,2 milhões da safra anterior.

Perspectivas Futuras

Apesar dos desafios financeiros, a Raízen acredita que os fundamentos do mercado de açúcar e etanol permanecem sólidos. A expectativa é que a mistura de biocombustível na gasolina aumente de 27% para 30% este ano no Brasil. A conclusão da transação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e o pagamento será realizado à vista na finalização do negócio, sujeito a ajustes comuns em operações dessa natureza.

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